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Editoriais
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013, 20h:55

Em busca do bom futebol

No período de 20 deste mês a 3 de maio Mato Grosso promove seu 71º Campeonato Estadual de Futebol, que nessa edição será disputado por 10 equipes de seis das 141 cidades do Estado. Trata-se de competição secundária para os padrões brasileiros e, talvez por falta de grandes jogadores a presença do torcedor nos estádios é tradicionalmente pequena, principalmente em Cuiabá. O campeonato começará no próximo domingo e será o penúltimo antes da inauguração da Arena Governador José Fragelli, popularmente chamada de Arena Multiuso Pantanal, que está em adiantada fase de construção no bairro Verdão, em Cuiabá, para ser palco dos quatro jogos do Grupo B da Copa do Mundo de 2014, que serão realizados nos dias 13, 17, 21 e 24 de junho, por seleções que ainda serão sorteadas pela Fifa. Mixto, Cuiabá e Mato Grosso, representando a Capital; Sinop, da cidade do mesmo nome; Cacerense, de Cáceres, Atlético Campoverdense, de Campo Verde; Luverdense, de Lucas do Rio Verde; e União, Rondonópolis (REC) e Vila Aurora, de Rondonópolis são as equipes participantes do campeonato. Independentemente de quem seja o vencedor, o certame estadual nesta edição não mudará o perfil do futebol mato-grossense, que permanecerá modesto para a imponência da Arena Multiuso Pantanal. O torcedor não deve se iludir. Antes da Copa do Mundo, aqui denominada Copa do Pantanal, Mato Grosso não tem condições de dar o salto de qualidade que seu futebol profissional precisa para ganhar condições de competitividade com os clubes de elite do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Goiás e de outros centros esportivos brasileiros e para motivar a torcida a comparecer aos estádios. Sabedor dessa realidade e provocado por ela, o grupo de dirigentes esportivos precisa buscar mais patrocínio, investir na contratação de atletas e treinadores, estimular as categorias de base e criar motivações bairristas – no melhor sentido, é claro – para aumentar os quadros associativos e a torcida de seus clubes. Com futebol de boa qualidade e estádios lotados é possível acreditar que em curto espaço de tempo o futebol mato-grossense evolua. Para que isso aconteça é imprescindível à interação entre o clube e os moradores de sua cidade, situação essa que já ocorre em Sinop, Campo Verde e Lucas do Rio Verde. Que no amanhã ninguém se sinta surpreendido pela Copa do Pantanal chegar a Mato Grosso antes do bom futebol local. Há percalços no caminho para se alcançar o patamar esportivo que o mato-grossense merece, mas ele não é impossível de ser transposto e, mais dia menos dia, isso acontecerá, ainda que após o apito final do último jogo do Grupo B na Arena Multiuso Pantanal. Que venha a Copa do Pantanal e que ela seja o grande fator motivador da transformação que o futebol mato-grossense precisa e merece. Que esse evento esportivo que tantas mudanças proporcionará a Cuiabá e Várzea Grande, também o faça dentro das quatro linhas e nas arquibancadas. Há percalços no caminho para se alcançar o patamar esportivo que o mato-grossense merece

Edição EDIÇÃO 16960




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