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Editoriais
Terça-feira, 04 de Junho de 2013, 19h:44

Dura realidade

Copa do Mundo de 2014 à parte, Cuiabá e Várzea Grande ganham um pacote de obras públicas jamais executado em Mato Grosso de uma só vez. Trata-se da execução da mobilidade urbana e da construção de dois ramais do sistema de transporte do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Faltando um ano para os jogos da Copa do Mundo de 2014 - em Mato Grosso renomeada Copa do Pantanal - um relatório extraordinário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que até o momento foram executados 34,8% das obras previstas para serem concluídas antes da realização daquele que é o maior evento esportivo do planeta. O alerta do TCE merece melhor análise, pois ele deixa claro que algumas obras não serão concluídas dentro do cronograma. Mato Grosso não pode abrir mão do direito de cobrar celeridade na execução desse ambicioso projeto da Copa do Pantanal, mas ao mesmo tempo é preciso que suas autoridades e sua população mantenham os pés no chão face a essa dura realidade. O projeto Copa do Pantanal é revolucionário e transformador. Por se tratar de um volume muito grande de obras de engenharia civil, ele se tornou algo desafiador ao governo estadual, que não tem nenhuma tradição em tamanha execução atrelada a rígido calendário ditado pela Fifa. Essa complexidade administrativa e a enervante burocracia na esfera pública resultaram no atraso do cronograma, que é de domínio público há bastante tempo. Cuiabá e Várzea Grande têm que cobrar a conclusão das obras, mesmo sabendo que não há tempo hábil até a Copa do Pantanal. Essa cobrança não pode cessar após a realização dos jogos, porque a mobilidade urbana e o VLT ficarão como legado desse grande evento esportivo. A construção dos viadutos do Despraiado, de acesso à Universidade Federal (UFMT e do Tijucal não está atrasada e eles deverão ser entregues em breve. Essas três obras serão importantes para a melhoria do trânsito. Além delas, algumas trincheiras também entrarão em funcionamento neste ano. Com os viadutos e as trincheiras a Avenida Miguel Sutil – que é corredor expresso – ganhará nova roupagem e o fluxo de veículos fluirá melhor. Sem prejuízo das cobranças é preciso adotar novo discurso para as obras da Copa do Pantanal. É preciso começar pensar no pós-Copa. Haverá recursos do governo federal para a continuidade das obras? As eleições de outubro de 2014 interferirão no curso do projeto Copa do Pantanal? No segundo semestre do próximo ano o governo estadual estará a um passo de seu término; o que fazer para manter a motivação com o projeto? O momento é de reflexão. É preciso colocar os interesses de Cuiabá e Várzea Grande em primeiro plano. Até a Copa do Pantanal o saldo não será de 100%, mas nem por isso não será bom. Todas as conquistam merecem comemoração. As pendências parciais exigirão paciência até seu término. Que 2014 seja apenas referência temporal de um projeto singular que será divisor de época. “Até a Copa do Pantanal o saldo não será de 100%, mas nem por isso não será bom”

Edição EDIÇÃO 16969




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