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Editoriais
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011, 19h:43

Diabetes e Ministério Público

Em curso desde a segunda-feira, 7 – se estenderá ao dia 14 –, a “Semana de Alerta e Combate ao Diabetes” merece atenção de todos, indistintamente e em especial do Ministério Público de Mato Grosso. Doença silenciosa e incurável, o diabetes é hoje um dos maiores problemas da saúde pública brasileira e atinge considerável parcela da população em todas as faixas etárias. O diabético tem que se submeter a rigoroso cardápio que o impede de consumir açúcar, massas e uma série de outros itens da alimentação. Nessa condição precisa encontrar os alimentos que pode ingerir, mas nem sempre isso é possível quando se encontra em viagem. O setor hoteleiro nem sempre leva em consideração que parte de seus clientes ou hóspedes são diabéticos e, nessa condição, precisam de café da manhã diferenciado dos demais clientes. Restaurantes e churrascarias também se omitem e desconsideram a clientela que necessita de alimentação recomendava por especialistas médicos. Pior ainda é o que acontece com os bares e lanchonetes, sobretudo com os que se localizam as margens de rodovias. Quem não sofre com diabetes nem sempre nota a ausência de pães sem adição de açúcares, de lácteos e doces diet, e de outros produtos apropriados para as vítimas dessa doença crônica. Pedir a criação de leis específicas para amparar o diabético, obesos, hipertensos e outros que necessitam de alimentos que não sejam doces, gordurosos ou que contenham alguma substância que agrave seus quadros de saúde, é absurdo, porque na verdade há excesso de leis, muito embora nem todas sejam cumpridas no todo ou em parte. O ideal seria que o Ministério Público, com apoio da Secretaria de Estado de Saúde e as secretariais municipais do setor, se reunisse com os sindicatos que representam hotéis, restaurantes, bares, lanchonetes, padarias e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação, em busca de um termo de ajustamento de conduta (TAC) que reverta a indiferença empresarial em relação ao diabético (e aos portadores de outras doenças que exigem dietas). Num primeiro momento não seria possível que todos os estabelecimentos colocassem à venda ou produzissem alimentos sem contra indicação aos diabéticos, mas é possível a criação de uma rede de distribuição de tais produtos, em pontos estratégicos nas rodovias, para virar a página atual que é incompatível com a dignidade humana. Se o Ministério Público abraçar esta causa ora proposta certamente contará com a colaboração empresarial em nível satisfatório, porque em alguns casos a negligência que ora se vê decorre do distanciamento entre os que não têm diabetes e seus portadores. Caso aconteça a cristalização do TAC os estabelecimentos participantes poderiam ser identificados com logomarca, cores ou outros indicativos e para facilitar seu acesso a Polícia Rodoviária Federal ou autoridades estaduais e municipais colocariam placas identificadoras dos mesmos. O diabetes é hoje um dos maiores problemas da saúde pública brasileira

Edição EDIÇÃO 16960




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