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Editoriais
Sábado, 25 de Julho de 2009, 13h:04

Copa do marasmo

Virou até lugar-comum dizer que a Copa do Mundo de 2014 é bem-vinda, por se tratar de um investimento que pode dar retorno em divisas para Cuiabá – Mato Grosso, por extensão -, principalmente pela via do turismo. O momento vivido pela capital, não há como negar, é de muita expectativa, por conta dos muitos investimentos previstos. Quando se fala em investimentos, a propósito, Governo do Estado e Prefeitura, por meio dos seus representantes, a um só tempo, desfiam um rosário de planos e projetos, que, convenhamos, se executados em tempo hábil, transformarão Cuiabá. Não seria arriscado a prever, com base em tantas projeções, que a capital superaria, em tempo recorde, as demais escolhidas pela Fifa para sediar os jogos do Mundial 2014. Louve-se o esforço – conjunto, por assim dizer – das autoridades do Estado e do Município, numa campanha de fôlego, para concretizar o sonho de milhares de cidadãos, de verem Cuiabá “convocada” para o maior evento esportivo do mundo. Não se economizem elogios, até, para a incansável luta visando a convencer, com um caderno de encargos dos mais eficientes, a CBF e a Fifa de que a cidade teria (como tem) todas as condições necessárias para fazer parte do evento. Não foi à toa, aliás, que vencemos a “disputa” com Campo Grande (MS) pelo direito de ser a sede da Copa no Pantanal. A se lamentar, no entanto, que passados pouco mais de dois meses do anúncio da Fifa, parte considerável do Poder Público e da própria sociedade organizada, pelo que se nota, ainda parece embriagada, curtindo a ressaca da grande festa que foi a escolha de Cuiabá como uma das 12 sedes da Copa do Mundo. Com efeito, enquanto o Governo do Estado se perde em meio a uma disputa político-eleitoral para tirar do papel a agência que vai cuidar diretamente das obras de infraestrutura, a Prefeitura investe em publicidade, com é o caso de uma campanha institucional veiculada dia e noite na TV e que busca ressaltar apenas os supostos feitos do prefeito municipal. Argumentando seriedade e rigidez em seus critérios quando se trata de um evento da magnitude de uma Copa do Mundo, a Fifa alijou da festa importantes capitais brasileiras – entre elas, Goiânia, Belém e Florianópolis. Parece, no entanto, que nossas autoridades não se deram conta desse importante detalhe. Ao contrário, ao longo dos últimos dias, têm-se perdido em meio a discussões estéreis, que mais parecem conduzir à defesa de conveniências de grupos e/ou de caprichos meramente pessoais. É preciso mais empenho, mais celeridade nas ações, mais seriedade na condução dos projetos. Cuiabá, de fato, foi escolhida uma das sedes da Copa. Mas, diante do marasmo, da falta de vontade política, há o risco de, no último momento, a capital mato-grossense ser barrada no baile. Nesse momento, lamentavelmente, estamos apenas jogando para a platéia. E isso pode ter uma conseqüência simplesmente fatal. “É preciso mais empenho, mais celeridade na condução dos projetos”

Edição EDIÇÃO 16967




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