Editoriais
Sexta-feira, 25 de Junho de 2010, 20h:37
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Convenções
O Brasil vive um dos momentos mais férteis da democracia: o período convencional, quando os partidos políticos definem os nomes de seus filiados que concorrerão a cargos eletivos e costuram alianças amplas, ou para determinadas chapas. Esse período começa hoje, data que em Mato Grosso acontecerão as convenções estaduais do PSDB, DEM, PTB, PT, PR e PMDB. Na quarta-feira, 30 deste mês, fecha o período convencional, com a oficialização dos nomes dos candidatos do PPS, PSB, PDT e PV, mas antes, as demais siglas, dentre elas o PP, também definirão seus rumos. Mato Grosso é altamente politizado e também mergulha na fertilidade do regime que emana do povo e para o povo é exercido. Os grandes e os chamados partidos nanicos se movimentam, seus líderes articulam e todos exercem a arte do convencimento em busca da melhor composição possível. Esse período nem sempre é compreendido por eleitores, porque lamentavelmente a cultura política brasileira ainda não incorporou o princípio do fortalecimento partidário, mas essa situação tende a mudar após a entrada em vigor da Lei da Fidelidade Partidária. A convenção é o momento sublime do partido, porque cabe a ela a escolha dos nomes que irão às urnas. Na fase que antecede esse ato, os políticos fazem composições e no melhor sentido da palavra, conspirações, pois política é a arte de suplantar o adversário, mesmo em se tratando de correligionário. O resultado da convenção traduz a manifestação do partido. Aos vencedores reserva-se a luz dos holofotes e a oportunidade para o grande embate ampliado nas urnas, onde a população escolhe seus governantes e legisladores. No outro extremo o rescaldo da convenção estampa os nomes dos políticos que sucumbiram ao fogo amigo convencional, sem que tais derrotas signifiquem desonra, porque nesses embates o Brasil fortalece e amadurece sua opção pela democracia. Hoje Cuiabá viverá momentos festivos com o resultado das convenções. Políticos comemorarão conquistas em suas trajetórias ao passo que outros viverão o desencanto da exclusão de seus nomes das listas de candidatos. Que o eleitor mato-grossense sabia escolher entre os políticos aprovados nas convenções que se iniciam hoje, os melhores preparados, os mais identificados com os problemas e que melhor conhecem a realidade de Mato Grosso, para que no exercício de seus cargos tenham o máximo desempenho possível. O próximo quadriênio administrativo do governo, as próximas legislaturas da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados, e dois senadores que cumprirão mandatos de oito anos serão extraído das decisões convencionais que ora se iniciam. Que Mato Grosso dê demonstração de maturidade na escolha de seus próximos homens públicos, aos quais, pelo voto livre e secreto, lhes dará procuração para representá-lo na luta pelo desenvolvimento, qualidade de vida e pela paz social. A convenção é o momento sublime do partido, porque cabe a ela a escolha dos nomes que irão às urnas