Em 11 de junho do próximo ano a bola rolará em Johanesburgo para a partida da anfitriã África do Sul com o México pelo Mundial da Fifa. O Brasil somente estreará quatro dias depois enfrentando a Coreia do Norte. Mesmo com o Mundial aparentemente tão distante, o Brasil parou ontem para acompanhar o sorteio dos grupos para as seleções. Na tela a única bola que rolava era a bolinha que definia o emparcelamento para os jogos. Mesmo assim, milhões de brasileiros acompanhavam todos os lances como se as imagens fossem de uma final de Copa em jogo dramático e empatado entre a nossa Seleção e a Argentina, Itália ou os carrascos franceses. A mística do Mundial mexe com o brasileiro e não é exagero afirmar que o Brasil é a Pátria de chuteiras, pois o futebol é capaz de arrancar explosões de alegria, levar multidões às lágrimas ou de criar expectativas que somente a bola que rola entre quatro linhas disputada por 22 jogadores é capaz. O que se viu ontem na África do Sul se repetirá no Brasil em 2013, quando do sorteio para definir a composição dos grupos, dentre os quais o que será sediado em Cuiabá, onde serão disputados os jogos da chave do Pantanal ou simplesmente Copa do Pantanal. O mundo inteiro independentemente de fuso horário acompanhou atentamente a solenidade na Cidade do Cabo, que definiu os confrontos com nomes estabelecidos, dos quais sairão os classificados para as fases subseqüentes do Mundial. O governador Blairo Maggi, o prefeito Wilson Santos e a diretoria da Agecopa assistiram o sorteio na África do Sul. Certamente essa solenidade os fez refletir ainda mais sobre a luta que travam contra o tempo e até mesmo contra barreiras para a liberação de recursos necessários para dotar Cuiabá das condições exigidas pela Fifa para a realização dos jogos de sua chave. O caderno de encargos imposto pela Fifa é rígido, requer cumprimento de cronograma e não permite vacilo, indecisões nem falhas. Cuiabá tem pela frente um grande compromisso com o Mundial, com o Brasil e a torcida brasileira. É preciso que o entusiasmo inicial permaneça até o fim e que a população apóie o trabalho da Agecopa para que possamos promover um evento à altura do título que ostenta de maior competição esportiva do mundo. A Copa de 2014 já começou e mais intensamente ainda ficará daqui a quatro anos, quando a Fifa se reunir no Rio de Janeiro para definir as seleções que comporão os grupos. Quando essa solenidade acontecer Cuiabá será tomada pela alegria coletiva e seu nome será divulgado aos quatro cantos do planeta. Até lá, o caminho será espinhoso, complexo e exigirá eficiência, responsabilidade, trabalho contínuo e uma boa dose de paixão, pois não se pode conceber que a bola role somente pela frieza profissional, pois o que a faz mística não é a força do chute, mas o batimento do coração. A Copa de 2014 já começou e mais intensamente ainda ficará daqui a quatro anos