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Editoriais
Quarta-feira, 09 de Julho de 2008, 21h:21

Candidatos ameaçados

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de enviar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma relação de mais de 3 mil gestores públicos que tiveram suas contas relativas a cargos ou funções rejeitadas em última instância ameaça com a inelegibilidade alguns dos integrantes da lista. Por isso, os eleitores devem se informar claramente sobre a situação dos candidatos aos quais pretendem conferir seu voto em outubro, aproveitando a particularidade de os organismos de fiscalização se mostrarem neste ano especialmente atentos aos desvios. O ideal, porém, seria que os próprios partidos se preocupassem mais em investigar a fundo os nomes integrantes de suas nominatas, evitando que os eleitores venham a se sentir ludibriados mais à frente. Certamente, por mais que se mostrem necessárias e por melhores que sejam as suas intenções, as iniciativas de alerta sobre desvios nos currículos de candidatos não podem passar por cima de princípios como a presunção da inocência. Se não há mais qualquer alternativa de recurso, porém, é justo e aconselhável que os eleitores possam ter acesso às informações com o máximo de facilidade e de transparência. O aspecto preocupante é que, mesmo levadas ao conhecimento da sociedade, deformações como as denunciadas também pela Controladoria-Geral da União (CGU), de maneira geral, se mantêm. Há necessidade, portanto, de medidas adicionais para o enfrentamento do problema. Um primeiro passo importante seria a criação de um sistema nacional integrando órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Polícia Federal, por exemplo. Independentemente do trabalho desenvolvido pelos órgãos de fiscalização, que ficam restritos ao estrito cumprimento da lei, cada vez mais os eleitores precisam cobrar uma atuação firme das legendas na definição de suas listagens. Na política, assim como em qualquer outra atividade, não pode haver espaço para vetos injustificados. Os partidos, porém, têm o dever de só conceder a autorização para pedir voto a quem se paute pela ética e pelo desejo de servir ao bem comum. “Os partidos têm o dever de só conceder a autorização para pedir voto a quem se paute pela ética e pelo desejo de servir ao

Edição EDIÇÃO 16967




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