Editoriais
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007, 18h:57
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Avanço na Educação
Em março passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao País, oficialmente, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e festejou o fato de a medida ter tido uma boa aceitação. Afinal, o foco desse plano é o ensino básico (Fundamental e Médio), aliado ao imperativo de estabelecer metas e cobrar resultados. Pelo menos foi o que o próprio presidente da República afirmou, na ocasião. A adoção do PDE, em verdade, acontece no exato momento em que a sociedade brasileira exprimia, por assim dizer, preocupação com a crescente falência do ensino público brasileiro. Com instrumentos adequados, a medida, segundo especialistas, salienta o princípio fundamental de todo sistema educacional que se preze: garantir a igualdade de oportunidades. É reconfortante saber que Mato Grosso sai na dianteira no que diz respeito à implementação desse projeto governamental. De fato, nesta semana, o ministro da Educação, Fernando Haddad, ao participar de um evento em Cuiabá, não economizou elogios ao empenho da Secretaria de Educação em fazer com que o Estado seja o primeiro a elaborar e entregar ao Ministério da Educação o Plano de Ações Articuladas (PAR), em conformidade com as diretrizes do Plano de Desenvolvimento da Educação. Para o ministro, é louvável que o Estado defina metas de qualidade do ensino público, por meio de uma política articulada com os municípios, visando atingir os 28 objetivos do PDE. Mato Grosso já apresentou seu plano ao ministério e oferece um bom diagnóstico do que a rede mato-grossense precisa para melhorar o atual quadro. São metas que querem ampliar a qualidade e o Estado está à frente com essa ação e pode ser modelo para as demais unidades da Federação, afirmou o ministro, ao elogiar o trabalho do Governo. Dados oficiais indicam que Mato Grosso tem Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 3,6 pontos, abaixo da média nacional, que é de 3,8 pontos, numa escala que vai de zero a dez. Algumas unidades educacionais no Estado superaram esse índice quando a avaliação levou em conta a rede de ensino (estadual ou municipal). A questão é que o índice ainda abaixo do satisfatório configurou um desafio para que a equipe técnica da Seduc responsável pela elaboração do PAR fosse a campo, percorrendo as cidades para diagnosticar e traçar com as escolas todas as metas a serem atingidas. O próprio ministro achava que chegaria aqui para começar todo um trabalho nesse sentido. Surpreendeu-se com os avanços e, ao considerar que Mato Grosso tem um arranjo educacional consistente, não hesitou em afirmar que o Estado pode ser considerado uma potência educacional emergente. O que, convenhamos, é um alento! É bom saber que o Estado começa a tratar a educação com seriedade