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Editoriais
Terça-feira, 10 de Abril de 2012, 20h:38

Alerta

São preocupantes os números sobre os hábitos alimentares e o sedentarismo do cuiabano, divulgados ontem na pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011). Um em cada dois moradores da capital mato-grossense come carne com excesso de gordura regularmente. Em nenhuma outra capital brasileira o consumo é tão elevado. A má alimentação se reflete nos problemas com a balança. Cinqüenta e dois por cento dos cuiabanos têm excesso de peso. Quando o assunto é obesidade, Cuiabá aparece com 17% de sua população nestas condições. A notícia já seria ruim se comer mal não fosse o único problema. Para piorar o quadro, o morador da cidade não gosta de praticar atividades físicas. Apenas 29% da população faz exercícios regulares. A bebida e o cigarro são outros problemas graves detectados pelo Vigitel, que ouviu, por telefone, mais de 54 mil pessoas em todo o Brasil. Conforme o estudo, nos 30 dias anteriores à aplicação do questionário, cerca de 21% dos cuiabanos confessaram ter feito uso de álcool de forma abusiva. A cidade aparece em terceiro lugar neste quesito. Salvador (BA), com 24%, e Terezinha (PI), com 23%, são as “campeãs” no consumo de bebida alcoólica. A bem da verdade, a pesquisa apenas colocou números em uma constatação que é evidente nas ruas. O cuiabano come mal e não pratica exercícios – com as exceções de praxe. A obesidade é um forte fator de risco para saúde e tem estreita relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e pré-diabetes. Pessoas obesas também têm mais chance de sofrer com doenças cardiovasculares, principalmente isquêmicas (infarto, trombose, embolia e arteriosclerose). Não é tarefa fácil para uma sociedade mudar seus hábitos da noite para o dia. Isso requer tempo, a fim de que uma educação possa redundar na conscientização. As boas práticas alimentares devem começar desde cedo, com o incentivo na família e na escola. Mas essa é uma medida de longo prazo. De imediato, cada cuiabano deveria refletir e avaliar como estão seus hábitos alimentares. Nunca é tarde para rever o comportamento e iniciar uma vida saudável. Cerca de 21% dos cuiabanos confessaram ter feito uso de álcool de forma abusiva

Edição EDIÇÃO 16967




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