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Editoriais
Terça-feira, 01 de Julho de 2014, 20h:08

Alerta ao eleitor

Oficialmente, começou ontem a campanha para as eleições de outubro. Até o dia 30 de junho os partidos fizeram exaustivas articulações em busca de aliados. Nem todos os nomes aos cargos majoritários em Mato Grosso foram definidos, mas a sorte foi lançada e os reajustes finais acontecerão o mais breve possível por força dos prazos da legislação eleitoral. Mato Grosso está numa complicada encruzilhada e o Estado não pode tomar o rumo errado. Para tanto precisará de um bom e experiente governador, de uma legislatura atuante e independente na Assembleia Legislativa e do máximo da representatividade de sua minguada bancada congressista com três cadeiras no Senado e oito na Câmara Federal. O endividamento contraído para a execução do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ultrapassa R$ 1,5 bilhão. Dois bilhões em números redondos é o tamanho da dívida contraída pelo Estado para levar adiante o programa rodoviário MT Integrado e seu apêndice de construção de pontes. Somem-se a esses, outros compromissos que comprometem considerável fatia do orçamento. A partir de janeiro de 2015 o governo perderá 50% da receita do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que é sua principal fonte extraorçamentária na base territorial do Estado. Isso, em razão da transferência desse percentual aos municípios. Essa mudança em tese é o que se chama receita cessante, mas se houver habilidade administrativa e jogo de cintura política por parte do novo governador, não haverá nenhum prejuízo de ordem administrativa. É preciso observar que atualmente o Paiaguás usurpa no melhor sentido da palavra algumas atribuições municipais como forma de compensar as prefeituras pela concentração da receita do Fethab em seus cofres. O povo precisará serenidade para escolher o próximo governante. Acima do emocional e sem se prender a discursos o eleitor deve optar por alguém que realmente conheça o estado de Mato Grosso, seus problemas, sua gente e sua classe política. Se o governador eleito neste ano não tiver esse perfil fatalmente acontecerá a bancarrota administrativa. A Assembleia Legislativa precisa se encorpar, exercer sua independência e se transformar numa verdadeira casa de confronto de ideias, em trincheira de luta, em foco do contraditório, porque é no embate democrático na tribuna que nasce a solução dos problemas. A bancada federal terá pela frente grandes desafios. Mato Grosso precisa brigar pela utilização racional de seus rios enquanto hidrovias interiores, pelo direito à propriedade rural ora tão ameaçado, pela universalização do saneamento nos 141 municípios, pela expansão da malha aeroportuária, por hospitais federais nos polos regionais, por presídios federais e pela instalação de uma universidade federal em Rondonópolis. O início da campanha eleitoral é momento propício para alertar o eleitor que voto se dá com razão e não com passionalidade, principalmente numa terra fragilizada politicamente e carente de infraestrutura e justiça social. O eleitor deve optar por alguém que que realmente conheça o estado de Mato Grosso

Edição EDIÇÃO 16967




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