Editoriais
Segunda-feira, 31 de Maio de 2010, 21h:02
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Agenda municipalista
O Palácio Paiaguás revelou ontem, a implantação de Governo Itinerante nos principais polos de Mato Grosso, com enfoque regionalizado, e que o município pioneiro será Cáceres, no próximo dia 11, com a programação se estendendo a Tangará da Serra (18), Alta Floresta (24), Barra do Garças (29) e Rondonópolis, em 2 de julho. A dimensão territorial de Mato Grosso, que permite grande volume de produção de commodities agrícolas e minerais é a mesma que dificulta a interação de serviços públicos entre os entes federativos. Essa dualidade realmente exige, em alguns casos, que o Estado inverta o caminho em suas relações com os municípios. A proposta é interessante e demonstra a preocupação do governador Silval Barbosa em debater temas regionais com representantes políticos, sindicais e empresariais da área no entorno das cidades onde a sede do governo se instala simbolicamente. Instalar Governo Itinerante em polos regionais também significa ampliar o leque da relação institucional do Paiaguás com a bancada federal, Assembleia Legislativa, Associação Mato-grossense dos Municípios e a União das Câmaras Municipais de Mato Grosso, porque essas instituições representadas por seus membros na região em pauta transformam tais eventos como se viu no passado em oportunidade para reivindicação e sugestão administrativa. Que o Governo Itinerante seja bem ousado e o inspire a instalar canal mais amplo e direto entre o município e o Palácio Paiaguás, em nome de melhor desempenho administrativo. Para tanto, o ideal seria o estabelecimento de datas fixas e mensais para que representantes regionais se reúnam com o governador e o secretariado, com a participação da Assembleia e bancada federal. A dedicação de um ou dois dias, mensalmente, para o governador e secretariado atenderem prefeitos, vices-prefeitos, vereadores, sindicalistas, cooperativistas, líderes indígenas e dirigentes de entidades estudantis seria inteligente forma de reforçar os laços institucionais e de quebrar amarras impostas pelo gigantismo da máquina estatal que não raramente deixa representantes de municípios longínquos em intermináveis chás de banco. Sem prejuízo da proposta de Governo Itinerante e até mesmo como meio de ampliá-la seria proveitosa a criação de agendas exclusivas para as questões dos municípios de modo regionalizado, porque mesmo havendo problemas localizados, na maioria dos casos as demandas são comuns em rodovias, segurança pública, saúde, educação, transporte escolar, geração de emprego e outros. Que em Cáceres Silval Barbosa inicie novo ciclo das relações institucionais percorrendo o caminho inverso para atendimento das demandas ouvindo-as dos representantes regionais anfitriões. Além disso, tomara que o governo avalie a criação de exclusiva agenda municipalista para que cada vez mais Estado e municípios estejam mais próximos. Instalar Governo Itinerante em polos regionais também significa ampliar o leque da relação institucional