Villegas deixa nítida opção por negociar com Petrobras
MARIANNA PERES
Da Editoria
No discurso do presidente da YPFB, Carlos Villegas, ficou nítida a preferência por relações comerciais diretas com a Petrobras e não junto à Pantanal Energia. Garcia, da Pantanal Energia, não crê que a indicação boliviana tenha resquícios no posicionamento ideológico que contrapõe o nacionalismo boliviano ao imperialismo multinacional da Ashmore Energy International Limited (AEIL), principal acionista da Pantanal Energia. Para Garcia, é notório a todos deste segmento que a Petrobras é um parceiro estratégico e que hoje apenas o contrato da Bolívia com a Petrobras é o único que está sendo totalmente cumprido. Se a Petrobras passar a distribuir gás ao Estado, a Bolívia deixa de ter mais este compromisso contratual para cumprir. O que se vê nas informações vindas da Bolívia é que a capacidade de produção do país vizinho está comprometida além do que é possível ofertar. Repassar esta atribuição à Petrobras é uma alternativa em que todos ganham. Inclusive a EPE, que terá garantias para voltar a gerar energia. HISTÓRICO - Entre a nacionalização dos hidrocarbonetos até a visita de ontem, Mato Grosso sofreu inúmeras interrupções no fornecimento de gás natural, transportado por meio do gasoduto Bolívia-Mato Grosso, até a inviabilização da usina térmica, que tem este insumo como sua principal matéria-prima. Sem gás até mesmo para abastecer automóveis, o mercado do gás em Mato Grosso, que detém excelente infraestrutura de recepção e compressão de gás, não só não desenvolveu como também recuou diante da instabilidade originada pelo governo vizinho desde 2006.