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ECONOMIA
Quinta-feira, 12 de Abril de 2012, 21h:33

CARTÕES/CUIABÁ

Uso cresce, mas fica abaixo da média

Os gastos no ano passado, tanto na modalidade crédito quanto débito, cresceram 25% ante uma média regional de 27%, puxada por Goiânia (GO)

MARIANNA PERES
Da Editoria
A utilização dos cartões como meio de pagamento cresceu em Cuiabá no último ano, mas ainda assim, ficou abaixo do vigor observado no Centro-Oeste. Os gastos cresceram 25% ante uma média regional de 27%, puxada especialmente, por Goiânia (GO), segundo dados consolidados de 2011 pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e divulgados ontem. Em ticket médio de compra, Cuiabá se mantém na segunda posição, com média de R$ 82 por compra, cifras 3% acima do registrado no balanço de 2010. Goiânia segue na liderança com R$ 93 e O Centro-Oeste fechou 2011 com média de R$ 84, incremento anual de 4%. Como destaca a Associação, o Centro-Oeste é a região do Brasil que mais cresceu em faturamento de cartões de crédito e de débito em 2011. O valor transacionado foi de R$ 44,1 bilhões, alta de 27% em comparação com o ano anterior. O crescimento médio das demais regiões foi de 23%. A forte expansão está relacionada à descentralização do uso dos cartões na região. Juntas, as cidades do interior do Centro-Oeste cresceram 34% em 2011, totalizando R$ 17,4 bilhões. Entre as capitais, destacam-se Goiânia (GO), que cresceu 29%, e Campo Grande (MS), com faturamento 27% maior do que o registrado em 2010. Em Cuiabá, às movimentações feitas por meio do uso de cartões nas duas modalidades, crédito e débito, somaram R$ 3,28 bilhões, 25% acima do volume financeiro de 2010. A melhor performance foi observada em Goiânia (GO), aonde a alta foi de 29% com receita de R$ 6,95 bilhões. Apesar da maior variação relativa de Goiânia, o maior desembolso do Centro-Oeste está em Brasília (DF), com R$ 13,11 bilhões em 2011, alta de 18% sobre o volume de 2010. O cuiabano optou mais pelo débito do que pelo crédito. Foram 23.269 milhões de transações à vista – aumento de 26% ante 2010 – para 16.857 milhões a prazo, incremento anual de 15%. Em desembolso o volume financeiro gerado na modalidade crédito foi maior, R$ 1,83 bilhão (+22%), ante o débito que somou R$ 1,45 bilhão (+28%). O aumento no uso de cartão é avaliado pelo diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), Nelson Soares, como uma resposta à falta de segurança. “Hoje as pessoas fogem do manuseio do dinheiro, por causa dos assaltos". Segundo ele, isso tem como consequência não apenas uma sensação de abandono em relação ao dinheiro e este cenário favorece o consumo. "Se você sair para almoçar e passar em frente a uma loja, por mais que não tenha dinheiro, acaba comprando. No crédito só terá de pagar em 30 dias e ainda pode parcelar. Essa é a compra de impulso”. No tocante aos lojistas, parte deles preferem parcelar no crédito a dar desconto à vista. “Como não se pode alterar o preço da mercadoria, de acordo com a forma de pagamento, o comerciante estabelece um determinado valor que compense os juros embutidos em todo parcelamento”, explica. “O cartão tem vantagens para quem o utiliza, pois se pode realizar tanto compra à vista ou a prazo, onde se terá 30 dias, em média, para pagar a operadora”, avalia o advogado CDL Cuiabá, Otacílio Peron. Segundo ele, é prático, pois no caso do crédito, o consumidor pode ter mais de um cartão, com datas diferenciadas de vencimento da fatura, podendo programar de acordo com a sua receita. “Não há a necessidade de andar com dinheiro no bolso ou com cheque, e no caso desse último, o risco de fraude mediante a roubo ou furto é alto”. ALERTA - No entanto, os cartões de crédito podem ser uma armadilha ao consumidor que não souber programar a sua vida financeira. “Uma vez que de posse dessa ferramenta de pagamento o impulso de comprar é grande. Fica um alerta para quem não tem programação financeira: passar a se programar, pois os juros sobre o saldo devedor são elevadíssimo, superando os 10% ao mês”, ressalta.

Edição EDIÇÃO 16962




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