ECONOMIA
Quinta-feira, 23 de Maio de 2013, 20h:42
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CONSTRUÇÃO CIVIL
Trabalhadores querem piso nacional
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá e Municípios (SINTRAICCCM) contestou ontem declarações feitas pelo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Cesário Gonçalves Neto, de que o setor da construção civil tem pago bons salários em Mato Grosso. Além da reclamação, eles pleiteiam a adoção de um piso nacional. Segundo o sindicato laboral, quando comparado a outros estados o piso salarial local para profissionais como pedreiros, mecânicos de máquinas pesadas, serralheiros e soldadores - de R$ 1.003,20 - está muito abaixo do adotado em outras capitais. Em relação ao que é pago no Rio de Janeiro, por exemplo, há uma defasagem de mais de 50%. Lá, a remuneração mínima para estes profissionais é de R$ 1.540,00. As diferenças também são grandes entre profissionais não qualificados, como serventes de pedreiro, contínuos e vigias. Enquanto em São Paulo o piso destes profissionais está fixado em R$ 1.067,00, e no Rio de Janeiro, em R$ 1.045,00, em Cuiabá o valor é de R$ 743,60. Os trabalhadores reclamam ainda da ausência de alguns benefícios já concedidos em outros estados, mas que ainda não chegaram a Mato Grosso, como tickets alimentação, cesta básica-natalidade e estabilidade ao trabalhador próximo da aposentadoria, entre outras. Segundo a entidade, a remuneração dos operários locais não é satisfatória, ao contrário do que afirmou o presidente do Sinduscon-MT, tanto que a reivindicação encaminhada ao sindicato patronal para início da negociação deste ano pede equiparação do piso local ao do Rio de Janeiro. A criação de um piso salarial nacional é a principal pauta de reivindicação de uma campanha feita por sindicatos de todo o País com o apoio da Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM). É um acinte ouvir o sindicato patronal afirmar que os trabalhadores são bem remunerados em Mato Grosso, quando recebemos reclamações diárias dos colegas sobre os salários. Lutamos por um piso nacional, pois seja aqui, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, realizamos o mesmo tipo de trabalho, comentou o presidente do SINTRAICCCM, Joaquim Santana.