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ECONOMIA
Sábado, 05 de Junho de 2010, 13h:00

ENERGIA

Térmica de Cuiabá não será reativada

MARIANNA PERES
Da Editoria
Antecipando-se a uma possível volatilidade no sistema elétrico brasileiro nos próximos meses, o governo federal autorizou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que coordena o sistema elétrico do país, a aumentar em três vezes os despachos originados nas usinas térmicas do Brasil, como forma de assegurar níveis de segurança nos reservatórios das hidroelétricas. O aumento da participação das térmicas está valendo desde a última sexta-feira, dia 4. Apesar da importância estratégica da usina térmica de Cuiabá, a UTE Mário Covas, a planta não está “escalada” para reforçar o sistema brasileiro durante o “período seco” no país. Como explica o diretor presidente da controladora da usina, a Pantanal Energia, Fábio Garcia, a planta localizada no Distrito Industrial de Cuiabá, continua paralisada por falta de gás natural há cerca de 30 meses, desde que o governo boliviano suspendeu o fornecimento diário de gás natural, principal insumo da unidade. Apesar de ser bicombustível, poder operar a óleo diesel, o custo da operação não compensa no Estado. A térmica de Cuiabá que pode gerar em ciclo combinado (gás e vapor) até 520 mW, supre sozinha até 70% da demanda energética estadual. A unidade que foi a primeira do Brasil a operar com ciclo combinado – aproveita o gás e o vapor para gerar energia – e coleciona inúmeras certificações internacionais. O ciclo combinado de gás com vapor é tido como umas das tecnologias mais eficientes adotadas por este tipo de empreendimento e a térmica de Cuiabá é altamente eficiente. “Em função de sua tecnologia e da segurança que traz ao sistema e pelo mercado promissor do país, a unidade não está obsoleta, mesmo com um Mato Grosso livre das ameaças energéticas da década de 90”. Conforme a autorização, a geração térmica sobe de 700 megawatts (mW) médios para 2 mil mW. A média necessária para atender ao consumo nacional é de 55 mil mW. Até novembro, quando termina o chamado "período seco", é preciso que os reservatórios do Nordeste tenham mantido ao menos 20% de seu volume, enquanto a média do Sudeste terá de ficar acima de 39%.

Edição EDIÇÃO 16962




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