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ECONOMIA
Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007, 18h:11

Solução à térmica de Cuiabá fica para 2008

MARIANNA PERES
Da Editoria
As discussões para o restabelecimento do fornecimento de gás natural à termelétrica de Cuiabá, a Mário Covas, só serão retomadas no próximo ano, a partir da primeira semana de janeiro. Apesar da nova rodada de negociações não ter sido agendada ainda para 2007 como pretendia o governo do Estado, o chefe do escritório de representação do Estado de Mato Grosso, em Brasília, Jeferson de Castro, responsável pela articulação, explica que a data foi estendida porque a Argentina só aceitou conversar a partir de janeiro. “Temos de comemorar essa articulação, sim, nada está perdido. Afinal, poderíamos ter recebido um ‘não’ logo de cara dos argentinos, mas no entanto eles aceitaram participar das negociações”. Castro explica ainda que se os argentinos tivessem dito um não, “veríamos as chances de retomar o suprimento a Cuiabá minguarem e as opções seriam reduzidas”. Desde que uma comitiva mato-grossense liderada pelo vice-governador Silval Barbosa e uma brasileira, liderada pelo presidente Lula esteve na Bolívia, há pouco mais de dez dias, o chefe do escritório de representação em Brasília, Castro, ficou incumbido pelos governos do Brasil e Bolívia de cuidar da agenda para esta nova rodada que têm como pauta a solução ao problema de Mato Grosso por meio da redução do volume da Argentina em um determinado período, ou, ainda, incluir a termelétrica na lista de clientes da Petrobras. “Por isso, recebemos muito bem o pleito argentino de adiar por alguns dias o encontro”, reforça Castro. ARTICULAÇÃO – Mato Grosso foi assunto na pauta do encontro entre o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, o ministro de Hidrocarburos da Bolívia, Carlos Villegas, no último dia 14, em La Paz. Daquele encontro ficou acertado tratar do assunto em outra data, mas desta vez, incluir representantes do governo argentino e da Petrobras. “É sobre esta agenda que estou debruçado desde que voltamos da Bolívia”, completa Castro. Assim que retornou ao Estado, o então governador em exercício do Estado, Silval Barbosa disse que o encontro atendeu às expectativas, pois o assunto Mato Grosso foi discutido e avançou. "Marcamos um novo encontro e temos agora opções para garantir o suprimento, seja por meio da redução da cota Argentina ou via Petrobras". Barbosa explicou que entre as alternativas está a confecção de um calendário que alterne parte do suprimento de gás entre a Argentina e Mato Grosso. "Os argentinos demandam de gás principalmente durante o inverno, que é bastante rigoroso, e Mato Grosso tem como período crítico o final da primavera e verão. Portanto, algum volume pode ser desviado para o suprimento da térmica, sem acarretar em prejuízos aos argentinos". Com relação à inserção da térmica como cliente da Petrobras, Barbosa, conta que esta alternativa está ligada ao peso que a estatal brasileira tem diante do mercado boliviano e que seria mais fácil uma suplementação no volume da empresa para o abastecimento da usina em Cuiabá. Enquanto a solução não é referendada, segue em vigência até o dia 31 de uma extensão do contrato provisório que foi assinado em junho entre a operadora da usina e a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que na teoria garante à usina o suprimento de 1,1 milhão de metros cúbicos diários. Mas desde o dia 6 de setembro a térmica não recebeu mais gás natural e está desativada.

Edição EDIÇÃO 16965




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