Empresários de Mato Grosso se mobilizam para reivindicar junto ao governo do Estado a criação de uma política específica de incentivos fiscais para a instalação de usinas particulares de energia renovável. A articulação reúne diferentes segmentos e um objetivo comum: driblar as altas tarifas de energia elétrica em adoção no Estado. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Mato Grosso detém tarifa de energia elétrica industrial mais cara do Brasil. Considerando todos os tributos embutidos, o custo médio sai a R$ 424,27 o megawatt/hora. O valor está bem acima da média nacional apontada no estudo divulgado em abril, de R$ 301,66 o megawatt. A criação de uma agenda positiva da energia limpa foi deflagrada durante o anúncio de instalação da primeira usina solar de Mato Grosso, na manhã de ontem, e já toma corpo. Um reunião foi realizada ontem à tarde na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) entre líderes do setor, engenheiros da Euro Solar e empresários. A estratégia foi a de conceber uma proposta, aos moldes de estados como São Paulo e Ceará e defendê-la junto ao governo estadual. A bandeira deve aglutinar apoios de diferentes segmentos, incluindo o agronegócio e o setor de comércio e serviços. Precisamos de apoio para criar um modelo de incentivo fiscal, um Prodeic da energia solar em Mato Grosso. Isso impulsionaria novos investimentos e o aquecimento da economia do Estado, defende o presidente da Fiemt, Jandir Milan. O diretor da Euro Solar de Portugal, Miguel Morgado, relata que em países europeus é comum a formatação de cooperativas entre produtores rurais para a instalação das próprias usinas solares. O modelo de associativismo cabe perfeitamente nesse tipo de projeto. Acreditamos que Mato Grosso, com toda a força do agronegócio, poderá adotar esse exemplo e se afirmar como grande case de sucesso em energia limpa perante o mundo, posiciona o especialista.(JS)