ECONOMIA
Sábado, 26 de Abril de 2008, 13h:57
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MOTO ZERO
Setor aquece e já tem lista de espera
Modelos mais comercializados em Cuiabá e Várzea Grande são os de 125 cilindradas, que representam mais de 80% das vendas
ROSIVALDO SENNA
Da Redação
Nem mesmo o último reajuste na taxa de juros do país, a Selic, embalado pelo crescimento na venda de automóveis e o desejo do governo federal em conter o poder de compra do brasileiro, parece ter afetado o segmento de motocicletas. Os modelos mais comercializados em Cuiabá e Várzea Grande são os de 125 cilindradas (cc), que representam mais de 80% das vendas. Com menos de R$ 200, e sem entrada, o interessado adquire sua moto zero ou usada. Só que devido ao aquecimento, algumas marcas começam a faltar nas lojas, com o prazo para a entrega girando em torno de 20 a 25 dias. A lista de espera atinge também as de potências intermediárias como modelos de 250cc a 450cc. Desde o início do ano passado, baseado em uma pequena melhora nos dois anos anteriores, o setor vem batendo todos os recordes de vendas. Na capital, as concessionárias que trabalham com as principais marcas (nacionais e importadas) registraram nos três primeiros meses do ano um aumento em torno de 24%, em comparação com o mesmo período de 2007. Segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), atualmente, mais de 35 mil motocicletas circulam em Cuiabá, e mais de 15 mil em Várzea Grande. EXPANSÃO - De alguns anos para cá, a motocicleta deixou de ser um objeto restrito do lazer e do simples transporte de pessoas em família, encarando outros caminhos. E o crescimento que atinge um importante segmento da economia do país, aquele que depende da motocicleta para o trabalho no dia-a-dia, como farmácias, supermercados, bares, pizzarias, restaurantes, motoboys, enfim, tudo que gira em torno de recebimento e entrega de mercadorias de forma rápida, aparece como o carro-chefe desta sensível melhora. VENDAS - Segundo Cláudio Roberto da Silva, gerente geral da Moto Raça, uma das principais concessionárias Honda em Mato Grosso, só no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um crescimento de 23,7%. É que além dos compradores habituais - pois quem nasce motoqueiro sempre será motoqueiro -, o crescimento reflete a alta do mercado de trabalho com característica ligada diretamente a moto, disse Cláudio. O gerente geral destaca também o trabalho feito na mídia e a facilidade na compra. Damos total assistência na documentação. É fácil sair da nossa concessionária pilotando. Basta querer, concluiu.