ECONOMIA
Segunda-feira, 23 de Julho de 2012, 21h:25
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EMPREGOS
Semestre de saldo recorde
Na contramão da média nacional, Mato Grosso encerra primeira metade do ano com expansão de 1,08% na oferta de novas vagas
MARIANNA PERES
Da Editoria
Mato Grosso encerrou o primeiro semestre deste ano com mais um número histórico na criação de novas vagas de trabalho com carteira assinada. De janeiro a junho o saldo estadual foi de 36.851, volume 1,08% acima do recorde registrado em igual período do ano passado, quando foram ofertados 36.454 postos. Com essa performance, Mato Grosso encerra a primeira metade do ano na contramão da média nacional, que no mesmo período contabilizou queda de 26%. Se em nível nacional a desaceleração da economia explica o balanço negativo, no Estado, o resultado reflete o bom momento dos três setores que mais empregam: agropecuária, indústria e construção civil, segmentos que sustentaram os números de junho e contribuíram ao saldo do semestre. O saldo é a diferença entre as contrações e as demissões contabilizadas no período. Neste semestre, Mato Grosso contratou 242.002 trabalhadores, mas demitiu 205.151, havendo saldo de 36.851 vagas que de fato foram criadas. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho (MTE), de maneira pouco comum no período, os três dos maiores empregadores estaduais tiveram resultados expressivos. Das 36.851 vagas geradas com carteira assinada, 26% foram ofertadas pela agropecuária, que no acumulado do ano soma saldo de 9.600. Em seguida está a construção civil, responsável por 24%, ou 8.838 novas vagas e, por fim, a indústria de transformação, com participação de 23% no saldo do semestre, ao contabilizar 8.441 vagas. Como explica o gestor do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Daniel Latorraca, a sazonalidade da agropecuária reflete a importância que a segunda safra vem ganhando no Estado, de uns cinco anos para cá. Quanto mais a segunda safra se consolida, mais haverá novas oportunidades de emprego, emprego formal no campo, destaca. A atividade, que lidera a geração de emprego no primeiro trimestre do ano a reboque da safra da soja, carro-chefe no Estado, volta à cena especialmente pela nova condição do milho. A cultura teve um avanço de área de 43% e isso fez toda a diferença porque requer mais pessoas, seja dentro das lavouras ou de suporte em outras atividades da fazenda. A segunda safra no Estado é protagonizada pelo milho e pelo algodão, este último, manteve estável a área plantada, mas também demanda mão-de-obra. O reflexo do movimento no campo está na empregabilidade dos municípios. Os maiores saldos no Estado, em junho, conforme o Caged, estão justamente em Sorriso (460 quilômetros ano norte de Cuiabá), cuja produção de milho neste ano irá superar a de soja e em Primavera do Leste (139 quilômetros ao sul de Cuiabá), grande produtora de algodão. As duas culturas estão em plena colheita no Estado, momento que demanda muita mão-de-obra, seja via contratação direta dos produtores, ou, de forma indireta, dentro da cadeia agrícola. JUNHO - No comportamento mensal, o saldo de novas vagas em junho foi o segundo melhor do ano no Estado, 7.782 novas vagas, resultado de 40.475 admissões e 32.693 desligamentos. Do saldo, a agropecuária ofertou 3.290 novas frentes de trabalho, a indústria, outros 1.793 postos e a construção civil, 1.674. O melhor saldo do ano foi registrado em janeiro: 10.142 novas vagas. No primeiro mês do ano foram admitidos 40.181 trabalhadores e demitidos 30.039, restando 10.142 vagas de saldo.