ECONOMIA
Terça-feira, 02 de Setembro de 2008, 20h:20
A
A
Sem registro em áreas autorizadas
As áreas autorizadas para plantio de soja no período do Vazio Sanitário não registraram irregularidades este ano. Não detectamos a presença de plantas vivas de soja no meio do cultivo nas áreas de pesquisa, informou o coordenador da Comissão de Defesa Vegetal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA) em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra. Este ano, a Comissão de Defesa Vegetal da SFA/MT aprovou o plantio em uma área de 1,77 mil hectares em propriedades localizadas nos municípios de Rondonópolis, Itiquira, Dom Aquino (ao sul do Estado), Sorriso e Sinop (ao norte). O município com a maior área destinada à pesquisa foi Sorriso, com 233 hectares, totalizando cinco lavouras experimentais. Itiquira conta com um projeto de 30 hectares e Sinop, 10 hectares, vindo a seguir Rondonópolis (4 hectares) e Dom Aquino, 1 hectare. Além dessas áreas, a SFA/Mapa aprovou autorização para sete instituições de pesquisas desenvolverem seus experimentos em várias áreas, totalizando aproximadamente 1,5 mil hectares, visando à multiplicação e produção de sementes resistentes à ferrugem asiática da soja. Wanderlei Guerra explicou que também os cultivos de pesquisa ficaram sujeitos à fiscalização, visando ao controle da ferrugem. Caso as áreas não respeitem os padrões de conformidade (ferrugem zero), serão sumariamente destruídas pela fiscalização, esclareceu. A obediência à lei está sendo fiscalizada pelo Indea, que vem comunicando as exigências aos produtores. De acordo com a legislação, a semeadura da soja só deve começar a partir de 16 de setembro, conforme o regime de chuvas, o que tradicionalmente beneficia as lavouras do noroeste e médio norte mato-grossenses. O desrespeito à restrição é considerado infração gravíssima e pode acarretar multas de até 3 mil UPFs (Unidade Padrão Fiscal), cerca de R$ 80 mil. Este é o terceiro ano em que os produtores mato-grossenses realizam a experiência. (MM)