ECONOMIA
Sábado, 26 de Fevereiro de 2011, 13h:59
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ESTACIONAMENTO II
Sem espaço nas ruas, sobram os estacionamentos pagos
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Encontrar livre uma das 1,2 mil vagas de estacionamento regulamentado pelo projeto Faixa Verde, em Cuiabá, está cada vez mais difícil. Para quem precisa estacionar o carro no Centro da cidade, os estacionamentos pagos acabam sendo a única opção. E vale tudo para disputar o cliente. Desde convênios com estabelecimentos comerciais, até serviço de manobrista. Mas essas vantagens podem sair caro, devido aos altos preços cobrados. O gerente de um estacionamento, na rua Barão de Melgaço, diz que não existe uma tabela de preços e os valores são cobrados pelo ponto. "Se ele fica bem no Centro, tem área coberta, ou outros benefícios, a tarifa acaba sendo mais elevada", diz. As vagas de estacionamento regulamentado nas ruas de Cuiabá são administradas pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL). Elas estão distribuídas na região central e em pontos comerciais mais movimentados, como as avenidas Rubens de Mendonça e XV de Novembro. Ao todo estão disponibilizadas 1,2 mil vagas. Porém, atualmente apenas 980 estão disponíveis para uso, já que as outras 220 vagas situam-se em vias que estão passando por ajustes, como demarcação de ruas e obras. O momento de pico segue o horário bancário. O preço pela primeira hora praticado pela maioria dos estacionamentos é de R$ 3, sem contar as horas adicionais. De acordo com Fernando Lima, gerente de um estacionamento na rua 13 de Junho, o movimento aumentou consideravelmente depois do início das obras. Muitas pessoas não gostam de parar o carro no estacionamento por causa dos preços, mas estas pessoas estão começando a perceber que não tem outro jeito. Além disso, parar o carro no estacionamento tem mais segurança para o motorista, evitando colisões na rua, pois aqui nós temos mais responsabilidade com o veículo, explicou. Lima afirmou que há dia em que o estacionamento tem de rejeitar clientes por falta de espaço: Tem horas que é preciso colocar placa de lotado na frente do estacionamento porque não há espaço para colocar mais carros. Por conta da crescente demanda, Bruno e Celso Neves, sócios-proprietários do Goodway Parking, na rua Barão de Melgaço, planejam abrir mais um estacionamento, agora na Avenida Isaac Póvoas. Se é rentável, temos de ampliar o negócio, justificam. Ana Queisi, controladora de pátio da Central Park, na rua Comandante Costa, diz que a média de ocupação no estacionamento rotativo é de 300 carros por dia. Segundo ela, os dias de maior movimento concentram-se no período de 1º a 15 de cada mês. No local, o preço cobrado segue a média praticada na região central: R$ 3 (carro pequeno) e R$ 4 (carro grande), com taxa adicional de R$ 3 por hora excedente. Os clientes reclamam dos valores cobrados. A aposentada, Ana Maria Marques, diz que deixa o carro em estacionamentos particulares porque não acha vaga na rua, e também porque se sente mais segura. "Mas o preço não é justo. Eles têm uma rotatividade grande e poderiam abaixar os valores cobrados". O funcionário público, Carlos André Duarte, também acha que os preços poderiam ser menores. "Pagar R$ 4 por uma hora é caro demais. Acho que R$ 2 estava bem pago", diz. Segundo proprietários dos estacionamentos, não existe uma tabela a ser seguida. Os donos são livres para cobrar o valor que achar melhor, mesmo porque os preços variam de acordo com a localização do estacionamento.