O secretário de Fazenda, Éder de Moraes Dias, ficou surpreso com a projeção anunciada pela Famato. O secretário, que estava ontem em Brasília, disse que a Sefaz não reconhece este número e que não há fundamentos que assegurem perdas nesse nível. Não podemos tratar o assunto como futurologia e fazer previsões apocalíticas, mesmo porque não acredito que esse número {perdas de R$ 2 bilhões} vá realmente se confirmar, frisou. Dias lembrou que não há um número definido em relação às perdas que poderão ser observadas na arrecadação estadual no exercício 2009. Falamos de produção primária, ou seja, desonerada pela Lei Kandir. A que estamos atentos é com relação aos reflexos da crise mundial sobre o mercado interno e o que consideramos acessórios do setor produtivo, como, por exemplo, o consumo de combustíveis, explica. A produção primária com destino ao mercado internacional sai do Estado sem tributação, ou seja, sem incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O secretário lembrou que há todo um esforço pessoal e político do governador Blairo Maggi em reverter qualquer projeção negativa. O governador está articulando contatos em Brasília, fazendo visitas e mostrando a realidade do Estado. Por meio deste esforço, é provável que as previsões pessimistas de vários segmentos nem se confirmem e muito menos nos valores que estão sendo anunciados Dias reforça que o Estado ainda não tem um número que possa definir impactos da crise financeira mundial em 2009 e muito menos para 2010. Mesmo porque iniciamos conversas com as principais entidades representativas do segmento produtivo estadual e as reuniões técnicas, como a que vai acontecer amanhã, é que realmente vai extrair uma cifra realista do que realmente poderá acontecer no próximo ano. Não é prudente, neste momento, prospectar um volume como esse de R$ 2 bilhões. Como informou o secretário, amanhã na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) vai ser realizada a partir das 10h a primeira reunião de caráter técnico para avaliar a extensão da crise mundial na economia estadual. Representantes de todas as federações estaduais e técnicos da Sefaz iniciam a análise dos números para uniformizar projeções e expectativas.