A Petrobras informou ontem ao Diário que a estatal ainda não definiu o local onde será construída a sua fábrica de fertilizantes na região Centro-Oeste. Sobre a localização da sede da fábrica de fertilizantes, a Petrobras informou que ainda não há definição. O projeto está dentro do planejamento estratégico da companhia e em fase de estudo conceitual inicial, pontuou. Em abril, porém, a própria companhia havia prometido que até o final de maio anunciaria a localização da nova planta industrial. Ontem, o Diário publicou uma matéria em que uma fonte do Ministério das Cidades admite que a sede poderá ficar em Campo Grande, no vizinho Mato Grosso do Sul, como forma de compensar a cidade pela perda da sede da Copa do Mundo de 2014, conquistada no último domingo por Cuiabá. Outras informações obtidas pelo Diário também confirmam essa hipótese. Atualmente, Cuiabá e Campo Grande disputam a primazia de ser sede da fábrica da estatal, que demandará investimentos de R$ 1 bilhão. Ainda de acordo com a assessoria, a Petrobras vai produzir uréia granulada e perolada e o novo produto Reforce N (uréia pecuária). Esses produtos são essenciais para a lavoura e a pecuária, podendo reduzir os custos de produção. No caso da agricultura, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), os fertilizantes chegam a responder por 50% dos custos, com maior impacto para as lavouras de milho e algodão. A Petrobras informou também que não há estimativa de custo do investimento e também mercados que serão atendidos, já que ainda não foi definido o local de instalação da planta, que inicia a produção a partir de 2013. Não temos ainda uma definição sobre a data exata do início da construção, que será entre 2010 ou 2011, acrescentou a companhia. A capacidade de produção prevista na nova fábrica é de 1 milhão de toneladas por ano, o que praticamente irá dobrar a atual produção nacional de uréia da Petrobras, informou a assessoria da estatal.