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ECONOMIA
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008, 22h:01

Saldo negativo pode passar de R$ 1 milhão

Nestes 54 dias de interrupção na oferta do combustível aos seis postos que comercializam o GNV no Estado e aos mais de 380 taxistas que aderiram a esta matriz, os prejuízos podem somar cerca de R$ 1 milhão. As cifras levam em consideração a receita que os postos revendedores deixaram de movimentar e também os recursos que o taxistas deixaram de economizar ao buscar outro tipo de combustível, como, por exemplo, o álcool hidratado. Em média, a perda diária de cada taxista foi de R$ 30 (diferença entre os preços do gás e gasolina). Em Cuiabá, são 380 táxis convertidos a GNV. Já os postos acumularam perdas mensais de aproximadamente R$ 180 mil. O lucro bruto dos postos era estimado em R$ 0,50 por metro cúbico (m³). Nos primeiros de 30 dias corte, de acordo com os cálculos dos empresários, os seis postos de Mato Grosso – três em Cuiabá, dois em Várzea Grande e um em Rondonópolis - teriam deixado de vender cerca de 360 mil m³ de GNV, com prejuízo diário de R$ 12 mil. NEGOCIAÇÃO – O presidente da estatal mato-grossense de gás, MT Gás, Helny de Paula, explica que o gás natural será transportado de San Matias, na Bolívia, até o City Gate, no Distrito Industrial de Cuiabá. “Esse transporte será feito pela Centro-Oeste Gás e Serviços, uma empresa pertencente à Empresa Produtora de Energia (EPE), proprietária da usina térmica de Cuiabá, a Mário Covas. A Centro-Oeste é responsável apenas pelo transporte do gás no gasoduto Bolívia-Mato Grosso. “O acordo assinado ontem garante somente o abastecimento de gás natural ao consumo veicular e industrial e não a geração de energia por meio da usina. O contrato foi feito de forma direta entre o Estado e o governo boliviano”. Desde agosto de 2006, firmado com um contrato provisório em vigor, o governo vizinho suspendeu o fornecimento de gás à usina. A planta que supre até 70% da demanda energética do Estado está há 15 meses sem gás. A última vez em que a planta acionou as turbinas foi em abril deste ano, por meio de óleo diesel e por pouco mais de 30 dias. (MP)

Edição EDIÇÃO 16961




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