ECONOMIA
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012, 21h:00
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LOGÍSTICA
Rui Prado questiona ações da União
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, participou de um Colóquio sobre Infraestrutura para o Desenvolvimento, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília, na última quinta-feira. Durante a reunião, Prado questionou os investimentos em logística no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso. Segundo Prado, o Estado sofre um apagão logístico embora seja líder na produção agropecuária. O presidente da Famato aproveitou a oportunidade para perguntar sobre o adiamento da contratação da empresa de consultoria de engenharia para elaboração do projeto de implantação do trecho entre Campinorte (GO) até Lucas do Rio Verde (MT) da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO). Em resposta, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, garantiu que os projetos serão retomados a partir do início de 2013, por meio do novo programa de concessões do governo federal lançado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff. "O Bernardo Figueiredo confirmou que houve a suspensão temporária dos trabalhos por causa da mudança nas concessões, mas garantiu que abrirá licitação a partir do início do ano que vem e que as obras começarão já, o que para nós é muito importante", afirmou Prado. Além disso, o presidente da Famato sugeriu a revisão do Decreto 6620/08 que inviabiliza a construção de portos privados no país e restringe a liberdade dos produtores rurais em comercializar direto nos portos, fazendo-os dependerem das tradings. A resposta dada foi que o decreto está sendo revisto, a fim de permitir competitividade e viabilizar os investimentos privados. Este decreto é muito prejudicial. O governo federal precisa revogar esta regra. O ministro Moreira Franco entendeu a nossa necessidade e se comprometeu a buscar uma solução. Mas mesmo assim vamos formalizar uma proposta por escrito à União para que esses portos possam ser modernizados com recursos externos", explica Prado. CDES - O colóquio é parte do objetivo do CDES, acordado junto à presidenta da República na 39ª reunião do Pleno. A finalidade é acompanhar, dialogar e contribuir para as iniciativas do governo federal em relação à infraestrutura. Além disso, busca uma visão sistêmica, tendo como parâmetros a integração territorial, equidade e competitividade. Participaram da reunião os ministros Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Edison Lobão, do Ministério de Minas e Energia, e Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL). Em agosto deste ano, Rui Prado foi convidado a ser membro CDES. O Conselho é presidido pela presidente da República, Dilma Rousseff. Prado foi indicado pelo Ministro do Turismo e relator do Código Florestal, Aldo Rebelo e deverá integrar a banca por dois anos.