NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 10 de Fevereiro de 2007, 12h:32

BIOTECNOLOGIA - II

Restrição gerou perdas de R$ 733,3 mi no Sul

Os prejuízos atingiram principalmente os produtores de soja, milho e algodão

TALITA ORMOND
Da Reportagem/Rondonópolis
Produtores de soja, milho e algodão dos 19 municípios que foram a região Sul do Estado R$ 733,3 milhões em 2005 devido à proibição do uso de sementes geneticamente modificadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A estimativa é feita com base nos últimos dados da produção agrícola divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e no levantamento dos prejuízos provocados pela restrição no uso de biotecnologia – resultado de um levantamento realizado pelo doutor em Fitopatologia, José Roberto de Menezes. Nas plantações de algodão, a limitação no uso de organismos geneticamente modificados provoca prejuízos de R$ 1,6 mil por hectare, em média, conforme Menezes. Nas lavouras de milho as perdas são de cerca de R$ 500 por hectare. Já no caso da soja, os produtores deixam de ganhar R$ 200 por hectare. De acordo com o pesquisador, as perdas são conseqüência da baixa produtividade obtida com as cultivares convencionais, por causa da falta de resistência das lavouras às doenças e pragas. Problema que seria evitado com o uso de organismos geneticamente modificados (OGM). O confronto dos dados fornecidos pelo pesquisador com os números de safra do IBGE, aponta que os cotonicultores foram os que mais deixaram de ganhar com as restrições impostas pela CTNBio. Levando em consideração que em 2005 a área colhida da pluma totalizou 13,1 mil hectares em Rondonópolis, os produtores deixaram de embolsar R$ 20,9 milhões. Já os sojicultores perderem R$ 13,6 milhões nos 68,250 mil hectares colhidos, enquanto que os produtores de milho contabilizaram prejuízos na ordem de R$ 3,1 milhões nos 6,335 mil hectares aproveitados para o plantio do grão. Na Região Sul, o prejuízo dos cotonicultores chegou a R$ 387,1 milhões naquele ano. O cálculo leva em consideração uma área colhida de 241,9 mil hectares. Os sojicultores perderam R$ 258,6 milhões em 1,2 milhões de hectares colhidos e os produtores de milho, embora tenham contabilizado prejuízos menores, deixaram de faturar R$ 85,5 milhões em uma área de 175,1 mil hectares. Menezes considera que se a CTNBio liberar o uso de variedades de milho resistentes aos herbicidas residuais e às lagartas, a safrinha do grão terá incremento de 30% a 40% na produção. Isso significaria o aumento de 20 sacas por hectare. Atualmente, a produtividade média das lavouras de milho é de 80 sacas por hectare. A introdução de variedades modificadas geneticamente resultaria na colheita de aproximadamente 100 sacas de milho por hectare plantado. Considerando o rendimento médio do milho, tendo como padrão a produção norte-americana, nos últimos 10 anos a produtividade já aumentou 20%. Em 1995, a colheita do grão oscilava entre 120 e 125 sacas por hectare. Já em 2006, os produtores de milho registraram uma produtividade média de 155 sacas por hectare. Além disso, a redução no uso de inseticidas foi na ordem de 80%. Segundo o pesquisador, o melhoramento da planta pelo uso de biotecnologia aponta significativos avanços no combate às doenças e pragas nas lavouras.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL