ECONOMIA
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011, 20h:02
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MATO GROSSO
Relatório mostra que 61% das empresas são micro
As micro e pequenas empresas continuam sendo a grande locomotiva que movimenta as cadeias produtivas do Estado. Relatório divulgado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Pequena e Média Empresas) mostra que 61,88% das empresas constituídas, em Mato Grosso, nesta primeira quinzena de fevereiro, são micro. As MPEs (Micro e Pequenas Empresas) são também as que mais geram empregos com carteira assinada no país. De cada 10 empregos formais na última década, nove foram gerados pelas MPEs. Com o perfil comprovado, empresários lojistas querem que carga tributária no Estado e no país seja compatível com o porte de cada empresa e que a desburocratização vire realidade. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) estes dados mostram porque esta conta é tão importante e mostram as bases que levaram o governo federal a lançar mão da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, bem como do Supersimples. Tendo como exemplo o Mato Grosso, na estatística dados da Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), verifica-se que das 160,96 mil empresas registradas até este período do segundo mês do ano, 76,99%, ou seja, 123,92 mil são ME, EPP e microempreendedor individual (MEI), aponta o presidente da CDL Cuiabá, Paulo Gasparoto. Ele lembra a importância de estudos mais aprofundados para que as administrações públicas contextualizem esta realidade em suas planilhas de tributos. A carga tributária proporcional ao tamanho dos empreendimentos deve estar nas contas, pontua. No balanço em 2004, 2007 e 2008, o volume de vagas de trabalho preenchidas pelas empresas nesta categoria ultrapassa 1,2 milhão no acumulado ano, para no máximo, e em média, 450 mil empregos gerados pelas médias e grandes. Em 2009, o acumulado de empregos gerados pelas MPEs foi de cerca de 1 milhão para menos de 200 mil de médios e grandes. O comércio aguarda o fechamento do balanço total de 2010, mas em 2009 as empresas com até 99 trabalhadores foram responsáveis pela compensação do volume de demissões que as médias e grandes efetuaram (-28.279 empregados). E as com até quatro trabalhadores, responderam por 1,86 milhão de vagas. De acordo com o Sebrae, as Empresas de Pequeno Porte (EPP) significam mais 5,12% no percentual de microempresas abertas na primeira quinzena de fevereiro (61,88%), mostrando a expressividade numérica das micro e pequenos empreendimentos no Estado, indicando uma forte influência no âmbito de geração de emprego e renda, bem como de pagamento de impostos. Sócia de uma rede familiar de Empresas de Pequeno Porte (EPP), a empreendedora Edna Maria do Nascimento, de Tangará da Serra (240 quilômetros ao norte de Cuiabá), afirma que é significativo para as microempresas do grupo a participação no Supersimples, mas defende uma alíquota mais próxima ao índice nacional, abaixo de 7,5%. Seria de bom grado recolher 3,5% agora e não esperar até 2014 para isso, pondera. DESBUROCRATIZAÇÃO - Além da redução da carga tributária sobre cada empresa nos portes integrantes das MPEs, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa prevê a desburocratização. Empresário de um grupo de médio porte de Mato Grosso, Ailton Caseli, confirma que a parte burocrática da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MT) também é um problema para empresas em geral, no Estado e em todo o Brasil. Há inúmeras dificuldades no Brasil: burocráticas, fiscais, trabalhistas. O custo-Brasil é muito caro, a informalidade é muito alta, mas esse é um cenário nacional, lamenta o empresário. (MM)