A Petrobras confirmou ontem o reajuste no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) para uso comercial e industrial. Segundo a estatal, incluindo impostos, a alta será de 6,6%. Os novos valores começam a vigorar nesta terça-feira e não serão válidos para botijões de 13 quilos ou menores - cujos preços estão estáveis desde dezembro de 2002, segundo política governamental. Ou seja, o reajuste é válido para botijões grandes, de 45 ou 90 quilos, ou GLP entregue em caminhões. Apesar da afirmação da Estatal de que há estabilidade nos preços, Mato Grosso registrou de janeiro a setembro de 2009 três altas que juntas, acumularam 20%. Em setembro, por exemplo, o cuiabano, começou a pagar 8% a mais pelo botijão de 13 kg. Na Capital o gás passou de R$ 45 para até R$ 49. O produto custava R$ 40 há exatamente um ano. Mais uma vez, o GLP mato-grossense fechou o ano como o mais caro do Brasil, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em setembro, o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), explicou que o reajuste foi resultado do aumento do preço repassado pelas empresas distribuidoras, em função da data base dos funcionários naquele mês, como também da renovação dos estoques dos botijões.