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ECONOMIA
Quarta-feira, 25 de Março de 2009, 20h:43

R$ 430,82 milhões deixam de existir no Estado

Mato Grosso encerra o mês de março com perdas de cerca de R$ 430,82 milhões apenas com as vendas diretas de boi que deixaram de ser concretizadas por meio das 15 unidades que estão com pedidos de Recuperação Judicial decretados. O cálculo considerou o estudo do Imea que apurou que as unidades juntas, deixam de movimentar diariamente R$ 16,57 milhões. Valor que multiplicado aos 26 dias úteis do mês – segunda a sábado – revela a perda de quase meio milhão em um único mês. Os desdobramentos para a economia poderão ser catastróficos, já que cada unidade deixa de consumir serviços como telefonia, energia e combustível, que geram receitas importantes do Estado por meio da arrecadação do ICMS sobre estes serviços. “Isso tem uma dimensão que ainda não foi possível de ser mensurada e que na verdade, dá medo de conhecer a resposta”, disse uma fonte do segmento que pediu anonimato. O Imea acaba de concluir um estudo sobre os impactos econômicos e sociais da crise dos frigoríficos em Mato Grosso, entre os números que dimensionam o tamanho do problema que a economia começa a absorver está a constatação de que 35,2% dos 50 frigoríficos existentes em Mato Grosso estão em recuperação judicial, ou seja, com atividades suspensas ou em operação muito aquém da capacidade total. Quinze 15 plantas frigoríficas estão nesta condição no Estado. Das 50 unidades, 38 tem o Serviço de Inspeção Federal (SIF) – podendo comercializar os cortes para outros estados e países – e 12 tem habilitação Sise para comércio dentro do Estado. O estudo do Imea detalha ainda que dentre as 38 plantas frigoríficas registradas no SIF de Mato Grosso, 15 estão em processo de recuperação judicial, sendo elas: seis plantas do frigorífico Quatro Marcos, cinco plantas do frigorífico Independência – sendo que q de Confresa teve anúncio ontem de fechamento -, três plantas do frigorífico Arantes e uma planta do frigorífico Margem. Ainda pela análise do Instituto, as plantas em recuperação geraram em 2008, R$ 37,16 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), volume, como destaca o analista de pecuária do Imea, Otávio Celidônio, poderá deixar de existir, caso as 15 plantas deixem de operar em definitivo. Outro desdobramento catalisado pelo Imea é o impacto da crise sobre os preços pagos ao pecuarista. Depois de um pico de cotação para a arroba em Mato Grosso entre outubro e novembro do ano passado, que chegou a R$ 84, os valores declinaram até o início de março 22%, já que a cotação despencou para R$ 65. As regiões mais afetadas pela crise da pecuária, que teve início com os problemas de liquidez das indústrias frigoríficas desde o segundo semestre de 2008, são nordeste e noroestes estadual, porções que aglutinam 9,8 milhões de cabeças, ou, 37,7% do rebanho mato-grossense de bovinos. (MP)

Edição EDIÇÃO 16964




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