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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010, 09h:14

INADIMPLÊNCIA

Queda de 40% em janeiro

O incremento de 5% nas vendas e a queda da inadimplência deixaram o comércio mais aliviado para o primeiro trimestre

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Considerado o pior mês do ano para o comércio, janeiro teve um bom desempenho em vendas – incremento médio de 5% - e encerrou com um surpreendente ganho para as lojas que venderam a prazo no final de ano: a taxa de inadimplência recuou 40,08% em relação a janeiro de 2009, resultado que deixou o setor mais aliviado para o primeiro trimestre. De acordo com o banco de dados do Sistema Crediconsult, da Federação das Associações Comerciais do Estado de Mato Grosso (Facmat), o número de pessoas que procuraram as lojas para acertar as dívidas teve acréscimo considerável em janeiro, quando as exclusões aumentaram 64,46% na comparação com igual mês do ano anterior. Já as inclusões tiveram acréscimo de 24,38%, por conta da maior utilização do sistema pelas empresas. “O aumento desta taxa significa que um maior número de usuários está usando o sistema. Em contrapartida temos um número bem maior de consumidores excluindo seus nomes da lista de devedores, o que garante um saldo positivo para o setor comercial neste começo de ano”, analisa o superintendente da Facmat, Manuel Gomes da Silva. Em valores monetários, houve um ganho de R$ 1,214 milhão para o comércio. “Essa recuperação se deveu principalmente à melhora da economia e do poder aquisitivo da população, que também está mais consciente e procurando evitar as dívidas que ela não pode honrar”, afirma Manuel Gomes. O valor recuperado refere-se à diferença entre o que aumentou de inadimplência e o montante pago pelo consumidor. Assim, enquanto em 2009 o banco de dados do Crediconsult/Facmat contabilizava uma base de R$ 7,319 milhões em débitos, em 2010 este valor saltou para 9,104 milhões, acréscimo de R$ 1,785 milhão no saldo das dívidas. Contudo, o montante amortizado aumentou de R$ 4,652 milhões para R$ 7,651 milhões, representando uma “baixa” de R$ 2,999 milhões no quadro de endividamento. Segundo Manuel Gomes, muitos consumidores usaram parte do 13º salário para saldar as dívidas no início do ano. “O importante é que a cada ano notamos que está havendo maior conscientização por parte da população, antes de contrair uma dívida. A experiência de ter passado por momentos de dificuldades faz com que o consumidor faça um planejamento melhor antes de gastar”. BRASIL – A exemplo de Mato Grosso, a taxa de inadimplência dos brasileiros registrou queda recorde no primeiro mês do ano. Em janeiro, a taxa caiu 6,3% frente a dezembro – a maior queda para um mês de janeiro da série histórica, iniciada em 1999. Frente a janeiro de 2009, a queda foi ainda maior, de 8,1% - também a maior queda para o mês em toda a série. De acordo com os técnicos da Serasa, a utilização do 13º salário para o pagamento de dívidas e as melhores condições de crédito verificadas no país foram os principais fatores que influenciaram o resultado. Os dados fazem parte do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. Com relação ao resultado anual, os analistas afirmam que o primeiro mês do ano passado foi o período mais crítico da crise financeira internacional, o que fez com que a inadimplência fosse alta. Já em janeiro último, o cenário é bem diferente, com crescimento, geração de empregos e evolução da renda. Já com relação ao resultado mensal, os analistas acreditam que a maior confiança dos agentes econômicos ajudou na hora de o consumidor renegociar os débitos. Eles ressaltam, porém, que no resultado de janeiro ainda não consta o resultado da inadimplência de quem fez as compras de Natal. Apesar disso, os técnicos se mostram confiantes e avaliam que nos próximos meses a inadimplência do consumidor seguirá uma tendência de queda, seguindo o ritmo crescente da economia.

Edição EDIÇÃO 16960




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