NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quarta-feira, 16 de Abril de 2008, 20h:48

PORTO SECO

Queda de 20% em 30 dias

Em cifras, as perdas se aproximam dos US$ 13 milhões. Filas de caminhões não existem mais, mas cargas ainda continuam retidas

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
As importações mato-grossenses, via Porto Seco, no Distrito Industrial de Cuiabá, podem ter caído cerca de 20% nos 30 dias de greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil, completados ontem. No Distrito Industrial de Cuiabá, não existem mais caminhões aguardando fiscalização para o desembarque das mercadorias, porém os produtos descarregados permanecem aguardando solução por parte dos auditores fiscais. De acordo com levantamento do Porto Seco, cerca de 1,8 mil toneladas de cargas estão armazenadas no local, totalizando cerca de US$ 7,50 milhões em importações. Além dessa carga, outras 60 carretas de produtos importados deixaram de chegar a Mato Grosso nos últimos 30 dias, totalizando US$ 5,5 milhões que, somados ao valor da carga paralisada atinge o montante de US$ 13 milhões, o equivalente a 20% da média das importações mato-grossenses no primeiro trimestre do ano (US$ 65 milhões), de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). “Nesses 30 dias de greve, apenas três cargas foram liberadas para as indústrias. As demais continuam armazenadas esperando o desembaraço fiscal”, informou o gerente de Logística e Comercial do Porto Seco, Elton Erthal. Enquanto isso não ocorre, o Porto Seco continua como “fiel depositário” das mercadorias até à sua liberação final para as empresas importadoras. CARGAS - Das três cargas liberadas até agora, duas carretas são de produtos de mídia (CDs e DVDs). A outra carga, liberada na terça-feira, é de matéria-prima (polietileno) para a indústria plástica. Ainda permanecem depositadas no Porto Seco mais duas cargas de polietileno da indústria Múltiplos, de Jaciara (144 quilômetros ao sul de Cuiabá). A empresa produz forro de PVC e perfis (cantoneiras e lâminas de forro) para a indústria da construção civil e é a maior fornecedora destes produtos no Estado (cerca de 80 mil metros quadrados de PVC), contando com uma carteira de 1,1 mil clientes e 26 funcionários na indústria. Para ontem estava prevista a liberação de mais uma carga de produtos para a indústria de curtume (o cromossal), totalizando 15 containners, destinadas ao Curtume Jangada. No Porto Seco, o espaço já está quase todo ocupado pelas mercadorias não liberadas pela Receita. São matérias-primas para indústrias, como zinco, cromossal e polietileno, além de máquinas para indústrias gráficas e de esmagamento, além de peças para máquinas agrícolas, pneus para automóveis e caminhões oriundos dos mais diferentes países, como Argentina, Uruguai, Colômbia, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Taiwan e China. NACIONAL - Os auditores fiscais decidem amanhã, em nova assembléia, se continuam ou não a greve. A Diretoria Executiva Nacional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) irá submeter à categoria a "proposta final" apresentada pelo governo federal na noite da última terça-feira. O governo manteve o cronograma de reajustes em julho de 2008, julho de 2009 e julho de 2010. Pelo acordo negociado no ano passado, a última parcela seria em abril de 2009. Se aceitarem a proposta, em julho de 2010, o piso salarial para auditor fiscal será de R$ 14,4 mil e o teto, de R$ 19 mil. Atualmente um auditor em início de carreira ganha R$ 10 mil e, em final de carreira, R$ 13,4 mil.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL