Prorrogação de prazo provoca divergência entre ministros
O governo federal ainda está estudando se irá prorrogar ou não a isenção/redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos, mas o assunto criou ontem um novo foco de tensão. Enquanto no ministério da Fazenda afirmava-se que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer fazer uma avaliação dos benefícios da medida para as montadoras e a eventualidade de condicionar a prorrogação à garantia de empregos no setor, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, informava, por meio de nota à imprensa, que a isenção não será prorrogada. O comunicado de Miguel Jorge, segundo fontes do Ministério da Fazenda e do Palácio do Planalto, não é uma decisão de governo. "Existe um desejo do Planalto e, certamente, do presidente Lula para que o benefício seja prorrogado porque o setor automobilístico é um importante motor da economia", disse uma fonte palaciana. Antes da divulgação da nota, o ministro Mantega disse que não existia a decisão de prorrogar a redução da alíquota do IPI para automóveis. "Está mantida a redução do IPI até 31 de março. Se você tiver que comprar o seu carro, não perca a oportunidade", afirmou. O temor do governo em anunciar a extensão do benefício muito tempo antes de 31 de março, prazo para extinção do benefício, é que o consumidor adie a sua compra sabendo que terá mais tempo para adquirir um veículo novo a um preço mais baixo. Ou por outro lado, se anunciar que não irá prorrogar, provoque uma corrida às concessionárias.