Os produtores rurais da região oeste da Bahia estudam ir à Justiça contra a demora do poder público na liberação de novos princípios ativos para o combate à lagarta helicoverpa. O prejuízo ultrapassa a casa dos R$ 4 milhões apenas com as 26 toneladas de químicos estocados na região. A alegação é de que o governo federal havia autorizado a importação da substância, que custou cerca de US$ 80 por quilo, e agora não permite seu uso por pressão externa. Enquanto isso, esgota-se o tempo para o manejo da praga nas culturas locais. Estudamos a possibilidade de acionar judicialmente o Ministério da Agricultura, a Anvisa e os promotores envolvidos para que paguem pelo prejuízo que tivemos. Afinal, a aquisição foi feita com a anuência do governo, ressalta Celestino Zanella, 1º vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Pesquisamos alternativas com especialistas do mundo inteiro e em vários países que são muito rigorosos no controle. Por acaso os australianos ou alemães não sabem o que estão fazendo? É pior ter que aplicar dez vezes um defensivo menos eficaz do que aplicar uma vez o químico correto? Se não entendem, então que perguntem para os especialistas, e sejam mais ágeis na definição. Alguém vai ter que ressarcir os produtores rurais pelo prejuízo, adianta Zanella.