ECONOMIA
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008, 20h:45
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PELO CAMINHO
Produção se perde e MT fica com 0,16% a menos
ANELIZE MORENO
Da Editoria/Rondonópolis
Mato Grosso perderá cerca de 44 mil toneladas de soja, milho e caroço de algodão na safra 2007/2008. A conta é resultado dos produtos que caem à beira das rodovias durante o transporte dos grãos. Segundo estimativa da Associação dos Transportadores de Carga de Mato Grosso (ATC), as perdas no escoamento da safra são de em média 0,16% da produção. Nesta safra, os três grãos juntos totalizarão uma produção de 27,873 milhões de toneladas. A quebra máxima permitida durante o transporte é de 0,25% da carga, conforme previsto na nota de prestação de serviço das transportadoras. Se a perda for superior, a diferença é descontada do valor do frete. De acordo com o diretor-executivo da ATC, Miguel Mendes, a maioria das empresas hoje toma cuidado com o sistema de vedação para evitar um vazamento de grãos que resulte em perdas elevadas. Segundo ele, a média de perda por carga transportada é de 60 quilos (kg) de grãos. Mas, por frete, no máximo 92,5 kg podem ficar à margem das estradas sem pesar no bolso das transportadoras, pois estão dentro da margem permitida em contrato. O valor é calculado com base no transporte de 37 mil kg de grãos, que é a capacidade de uma carreta bitrem veículo mais utilizado no transporte da safra mato-grossense. O gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Luiz Nery Ribas, considera que a quebra de grãos nas estradas traz um prejuízo para toda a cadeia produtiva, desde o agricultor até a empresa compradora da produção, que também arca com as perdas. Segundo ele, o acondicionamento dos grãos deve ser bem-feito e o carregamento não pode superar a capacidade máxima da carreta. Algumas transportadores colocam acima da capacidade da carreta para ganhar mais, e isso acaba gerando mais perdas, avalia.