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ECONOMIA
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 22h:00

Previsão é crescer 15% neste ano

Mesmo que o dólar mantenha o valor atual em relação ao real – na casa dos R$ 1,90 -, a indústria mato-grossense aposta em incremento de 15% nas exportações deste ano, em relação aos US$ 4,33 bilhões contabilizados no ano passado. A previsão é do vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, que ontem apontou fortes sinais de recuperação da economia estadual a partir do segundo semestre do ano. “Já retomamos a nossa trajetória de crescimento e tudo indica que a partir de agora vamos continuar crescendo, mesmo com o câmbio baixo”, afirma Milan, apontando que as exportações em 2006 cresceram apenas 4% em relação ao ano anterior. Segundo ele, o desempenho das exportações este ano só não foi melhor por causa do dólar, “que sofreu uma desvalorização acima do previsto. O dólar não pode ficar com uma cotação mais baixa da atual, sob pena de perdermos vendas”. Milan aponta, entretanto, algumas vantagens da atual política cambial, como o aumento das importações. “Quanto mais importarmos mais o Estado ganha, pois as empresas agregam novas tecnologias e equipamentos. Sem contar que com o dólar baixo os preços ficam mais atrativos para os importadores”. Segundo Jandir Milan, os preços da principal commodities mato-grossense no mercado internacional – a soja – estão bastante atrativos para os exportadores. “A média histórica da soja na Bolsa de Chicago era de US$ 10/saca. Hoje o produto está cotado a US$ 15, o que acabou compensando a desvalorização do dólar. Mas o câmbio não poderá continuar caindo, pois alguns produtos estão com suas médias históricas defasadas”, disse ele. RANKING - Com os números de maio, Mato Grosso manteve a 10ª posição no ranking dos maiores exportadores brasileiros. Na região Centro-Oeste Mato Grosso lidera o ranking das exportações, com participação de 59,25% no total das vendas para o exterior. Em seguida, aparecem Goiás (US$ 1,12 bilhão), Mato Grosso do Sul (US$ 461,54 milhões) e, Distrito Federal, US$ 31,92 milhões. (MM)

Edição EDIÇÃO 16967




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