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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009, 23h:55

LEITE

Pressão da entressafra chega ao fim e preços recuam até 37%

Litro, que esteve próximo de R$ 3,50 nas grandes redes, cai a R$ 1,49 em promoção

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Os preços do leite longa vida nos supermercados de Cuiabá já acumulam queda de 30% nos últimos 45 dias. De acordo com pesquisa realizada ontem, pelo Diário nas principais redes de supermercado. A baixa se estende aos derivados do leite, como queijos, mussarelas e as bebidas lácteas (iogurtes). Literalmente, todas as marcas apresentam queda. O maior percentual de queda é registrada pela marca Batavo, cujos preços recuaram de R$ 3,49 para R$ 2,19 (-37,25%). Curiosamente, esta é a marca mais cara do mercado, seguida da Lacbom (R$ 1,89), Itambé e Italac (R$ 1,79), Piracanjuba (R$ 1,75) e, Nenê, R$ 1,69. Em dias de promoção nos supermercados, algumas marcas podem ser encontradas até ao preço de R$ 1,49. (Veja quadro ao lado) Os supermercados atribuem a baixa dos preços ao período da safra, quando começa a chover e as pastagens permitem uma maior produção de leite. Atualmente, as duas grandes indústrias da região, responsáveis pelas marcas Lacbom e Nenê, produzem 1,50 milhão de litros por dia. De acordo com as estatísticas, Mato Grosso consome em torno de 600 mil, cerca 40% da produção. O restante – 60% - é vendido para a região Sudeste. Parte dos produtos destinados ao consumo regional é transformada em leite tipo C (saquinho) e derivados – como os queijos, manteigas e mussarelas - uma vez que o consumo é complementado com marcas compradas em outras regiões, como a Parmalat, Elegê, Batavo, Italac e Frimesa. “Apenas repassamos a baixa dos preços aos consumidores”, disse ontem o presidente da Associação dos Supermercadistas de Mato Grosso (Asmat), José Catena. Segundo ele, a queda nos preços do leite nesta época do ano é normal em função da recuperação das pastagens. Catena já observa um aumento no consumo do leite. “O que notamos é que depois da baixa, a população passou a consumir mais leite. Acredito que os preços vão se estabilizar a partir de agora até o início da safra”, prevê. O incremento no consumo, segundo a Asmat, é de 10% a 15%. CESTA DE NATAL – O presidente da Asmat acredita que os produtos da cesta natalina deverão ter uma queda média de 15% este ano, por conta da desvalorização do dólar. “Os produtos importados estarão mais baratos neste final de ano”, informa Catena. Os itens que deverão sofrer as maiores quedas são as bebidas importadas. “Ainda não temos o preço da cesta, pois as negociações com as indústrias estão em andamento. Acredito que dentro de mais alguns dias já teremos uma definição”.

Edição EDIÇÃO 16967




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