ECONOMIA
Terça-feira, 25 de Março de 2008, 20h:27
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COMBUSTÍVEIS
Preços da gasolina caem até 20%
Os preços do álcool hidratado e da gasolina nos postos de Cuiabá voltaram a despencar esta semana. Em alguns estabelecimentos, os preços da gasolina chegaram a cair 20,97%, recuando de R$ 2,91 para R$ 2,41, uma redução da R$ 0,50 por litro em menos de uma semana. Já o álcool também teve seus preços reduzidos de R$ 1,56 para até R$ 1,39, um recuo de 12,23% se comparado ao do último final de semana. A guerra de preços no comércio de revenda de combustíveis começou no último sábado, quando alguns postos decidiram colocar os preços da gasolina e do álcool em promoção. A gasolina baixou para R$ 2,74 e, o álcool, para R$ 1,47. Ontem, muitos postos já comercializavam o álcool e a gasolina com preços diferenciados. No decorrer da manhã de ontem, mais estabelecimentos resolveram baixar os preços, seguindo o comportamento do mercado. No Posto Free, da Avenida XV de Novembro, até os funcionários se surpreenderam com a promoção. Quando cheguei aqui pela manhã a gasolina estava a R$ 2,93 e, o álcool, a R$ 1,47. Agora (por volta das 11 horas), vemos novos preços na bomba. A gasolina está sendo vendida a R$ 2,47 e, o álcool, a R$ 1,39, exclamou um frentista. O proprietário do posto não foi localizado para justificar a redução repentina dos preços. Na rua Manoel Leopoldino, no bairro Araés, os postos também decidiram entrar na disputa. O Posto Papai reduziu seus preços de R$ 1,54 para R$ 1,44 (álcool) e de R$ 2,87 para 2,74 (gasolina). Estamos apenas acompanhando a concorrência. Não sabemos exatamente o motivo da baixa nos preços, informou um frentista. O Posto Idaza, também no bairro Araés, reduziu o preço do álcool de R$ 1,67 para R$ 1,49 e, da gasolina, de R$ 2,89 para 2,74. O gerente de um posto da Avenida Miguel Sutil que pediu para não ser identificado afirmou que o que está ocorrendo é uma disputa pelo mercado de combustíveis. Quem pode mais continua na guerra e, quem não agüenta, entrega os pontos, diz, lembrando que a margem dos postos está apertada e os estabelecimentos estão trabalhando quase no vermelho. Para adotar esses preços, o posto tem que vender muito para tirar o prejuízo, admitiu. (MM)