ECONOMIA
Sexta-feira, 02 de Setembro de 2011, 19h:19
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CESTA BÁSICA
Preço sobe em dez de 17 capitais, diz o Dieese
As maiores altas foram no Rio de Janeiro 4,82%), em Porto Alegre (4,49%) e em Curitiba (2,19%)
THAIS LEITÃO
Da Agência Brasil - São Paulo
O valor dos alimentos que compõem a cesta básica subiu em dez das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram verificadas no Rio de Janeiro (4,82%), em Porto Alegre (4,49%) e em Curitiba (2,19%). Entre as sete capitais que apresentaram retração, as mais significativas foram Fortaleza (-4,13%) e Natal (-1,70%). Na apuração anterior, que mediu a variação de junho para julho, a cesta havia ficado mais barata em 14 capitais. PORTO ALEGRE A cidade de Porto Alegre apresentou em agosto o maior valor total do conjunto de produtos alimentícios, R$ 271,25. São Paulo, apesar da elevação de apenas 1,28% com relação ao mês anterior, ficou em segundo lugar, com um custo de R$ 266,75. Em seguida aparecem Florianópolis, com R$ 260, e o Rio de Janeiro, com R$ 253,10. A cesta mais barata foi encontrada em Aracaju (R$ 187,73). REDUÇÃO No acumulado do ano, de janeiro a agosto de 2011, em cinco capitais pesquisadas, houve redução de preços, sendo as maiores baixas em Goiânia (-3,15%), Manaus (-1,57%) e Natal (-0,13%). Já os maiores aumentos ocorreram em Florianópolis (9,18%), em Porto Alegre (7,57%) e em Aracaju (6,74%). Atualmente, o conjunto de alimentos básicos compromete de 54,10% a 37,44% do salário mínimo líquido. Se considerados os últimos 12 meses, de setembro de 2010 a agosto deste ano, nenhuma das capitais pesquisadas apresenta variação acumulada negativa. As altas mais significativas foram apuradas no Rio de Janeiro (19,45%), em Florianópolis (17,52%) e em Belo Horizonte (16,68%). As menores elevações ocorreram em Goiânia (6,19%) e Aracaju (7,30%). ESTIMATIVA Com base nos valores apurados para a cesta, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência, deveria ser em agosto de R$ 2.278,77, o que corresponde a 4,18 vezes o valor em vigor, de R$ 545. Atualmente, o conjunto de alimentos básicos compromete de 54,10% a 37,44% do salário mínimo líquido. INDÚSTRIA A produção da indústria brasileira aumentou, na passagem de junho para julho, em oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com dados divulgados ontem, a maior expansão foi observada no Amazonas (4,3%). O resultado recupera a queda de 3,6% registrada no mês anterior. Os outros locais que tiveram crescimento acima da média nacional para o período (0,5%) foram: Paraná (3,8%), Pará (3,7%), Rio Grande do Sul (2,7%), Rio de Janeiro (2,4%), Goiás (1,4%) e São Paulo (1,3%). Em Minas Gerais, a atividade fabril teve leve alta de 0,1%. Foram verificadas reduções na produção em Santa Catarina (-0,7%), Pernambuco (-0,7%), na Região Nordeste (-1,8%), no Ceará (-2,0%), no Espírito Santo (-2,0%) e na Bahia (-6,8%). Já na comparação com o mesmo período de 2010, quando o mês de julho teve um dia a menos do que em 2011, houve queda em sete dos 14 locais investigados. A maior diminuição na produção foi registrada no Ceará (-19,2%), onde o resultado foi pressionado pela maior parte dos setores investigados.