ECONOMIA
Quinta-feira, 24 de Julho de 2014, 19h:52
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Preço bem competitivo atrai os investidores
Quando o assunto é a relação entre o custo-benefício e o mercado consumidor de energia, outras vantagens são apontadas por investidores como atrativas à instalação de usinas solares em Mato Grosso. Conforme dados apresentados pela Euro Solar a empresários mato-grossenses, a tarifa da energia solar para venda no Brasil é estimada em R$ 250 o megawatt/hora, ao passo que a energia produzida por termelétricas oscila de R$ 500 a R$ 1,5 mil o megawatt/hora. Além de Mato Grosso, a empresa tem projetos em andamento na Bahia e Rio Grande do Norte. Fernando Vilela, engenheiro e sócio da Euro Solar do Brasil, destaca que a usina que será implantada em Mato Grosso é enquadrada na modalidade produtor independente, sob autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele lembra que em outra modalidade, de geração distribuída, apenas a própria empresa detentora da usina pode consumir a energia. Já na condição de produtor independente, o investidor pode abastecer a si, fornecer a clientes e ainda apostar em outro mercado secundário, mas também de grande valor: o de créditos de carbono, já que estamos falando de uma energia 100% limpa e sustentável. A tecnologia de geração de energia solar reúne uma gama de vantagens. À não emissão de gás carbônico se somam a fácil instalação das placas solares, baixo custo de manutenção e a operação silenciosa durante a geração de energia. SEGURANÇA JURÍDICA - A advogada Fabrina Ely Gouvea, especialista em Direito Ambiental, destaca os efeitos fiscais da Resolução 482/2012 da Aneel, que regulamenta a mini e microgeração distribuída no Brasil e a compensação da energia gerada junto às distribuidoras. Trata-se de um empréstimo gratuito de energia e, portanto, não há fato gerador para a cobrança de ICMS pelas distribuidoras. É outra excelente vantagem para a instalação de usinas de fontes renováveis, que agregam valor a qualquer empreendimento. O anúncio de instalação da primeira usina solar no Estado movimentou a cena empresarial na Capital. O evento reuniu executivos de empresas como Açofer, Brita Guia, Tecelagem Avenida, Engeglobal, Ginco e Grupo Zahran, entre outras.(JS)