O período de vazio sanitário completou um mês. A Aprosoja alerta os produtores rurais que é preciso eliminar a soja guaxa, aquela que nasce espontaneamente na entressafra, principalmente nas margens das rodovias, a partir de grãos se perdem da colheita e ou do transporte. A preocupação é com a proliferação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. O clima úmido propicia a sobrevivência da planta e, assim, cria a chamada ponte verde, que pode levar a doença para a soja que será plantada na próxima safra, explica o gerente institucional da Aprosoja, Nery Ribas. O coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra, está percorrendo o Estado e verificou que há esporos do fungo em plantas guaxas nas regiões norte e sul, especialmente entre Rosário Oeste e Sinop e, também, em Jaciara, Dom Aquino e Campo Verde. Já em Rondonópolis e mais ao sul a situação está mais tranquila. A previsão do coordenador do Mapa é pessimista se nada for feito para eliminar a soja guaxa e frear a proliferação dos esporos da ferrugem asiática. Com a previsão de chuva para o final de agosto e em setembro, período que se inicia o plantio de soja no Estado, vamos voltar à situação crítica que vivenciamos no ano de 2005, alertou Guerra.