ECONOMIA
Quarta-feira, 17 de Abril de 2013, 21h:11
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EMPREGOS FORMAIS
Pior trimestre desde 2010
Todos os principais segmentos empregadores de MT tiveram mais demissões que contrações
MARIANNA PERES
Da Editoria
Em março, Mato Grosso mais demitiu do que contratou trabalhadores formais, àqueles empregados com carteira de trabalho. O primeiro resultado negativo do ano foi suficiente para puxar, para baixo, o saldo da empregabilidade estadual, que fecha o trimestre com o menor estoque de pessoal dos últimos quatro anos. Entre as demissões e as admissões registradas nos últimos três meses, apenas 11.179 novas vagas foram criadas, volume quase 43% inferior ao saldo de 19.386 consolidado em igual período do ano passado. Os dados fazem parte da síntese do comportamento do mercado de trabalho formal em Mato Grosso, divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nesses três primeiros meses do ano, foram contratados 122.978 trabalhadores e desligados, 111.179, movimento um menos o outro - que resulta em um saldo de 11.179 vagas que de fato foram criadas no período. Em fevereiro, por exemplo, o saldo do primeiro bimestre exibia volume superior ao atual, 15.315 novas vagas. O recorde de vagas no primeiro trimestre pertence a 2012, quando o Caged contabilizou 19.386 novos postos no Estado. Março tem tido no Estado uma trajetória negativa desde 2009, mas o saldo atual é o pior em cinco anos para o mês. Todos os grandes empregadores no Estado - agropecuária, indústria, construção civil e comércio - fecharam negativos, na análise mensal. Como é esperado para o período, o campo foi o que mais demitiu, reflexo do fim da colheita da soja. O segmento foi responsável por 40,68%. Como mostram os números do Caged, Mato Grosso foi o único estado da região Centro-Oeste a apresentar retração na comparação com o saldo de fevereiro, -0,67%. No mês de março, foram admitidos 35.477 trabalhadores e demitidos 39.653, o que gerou saldo negativo de 4.176 vagas. No mês passado não se registrou a criação de vagas a exemplo do contabilizado em janeiro e fevereiro, e sim, a eliminação de mais de 4 mil postos de trabalho no Estado, sendo que quase a metade, provocada pela agropecuária que sozinha, cortou 2.477 postos. Na sequencia estão comércio, indústria e construção civil, que eliminaram 865, 716 e 303 vagas, respectivamente. RANKING MT - Entre os maiores empregadores do mês no Estado, Várzea Grande lidera o ranking ao criar 270 vagas. Em seguida estão Barra do Garças (112), Alta Floresta (59), Poconé (29) e Juína (22). Municípios com economia diretamente atrelada ao agronegócio, como Sorriso e Primavera do Leste, que nos dois primeiros meses do ano chegaram a liderar a seleção estadual como maiores empregadores, agora ocupam as últimas posições, já que o resultado é negativo.