ECONOMIA
Sexta-feira, 21 de Agosto de 2015, 20h:03
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EMPREGO
Pior julho em 10 anos
Embora esteja entre os três estados que efetuaram novas contratações, Mato Grosso teve queda de 78% em relação a julho de 2014
As contratações ainda são maiores que as demissões em Mato Grosso, porém a crise econômica tem encolhido cada vez mais o mercado de trabalho. É o que mostram os novos números Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira. Em julho, Mato Grosso abriu 770 novas vagas de trabalho com carteira assinada, queda de 78% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 3.741. O número é a diferença entre as contratações e as demissões no período. Apesar da queda abrupta, Mato Grosso conseguiu ficar, em julho, entre os estados brasileiros onde houve maior número de contratação de novos funcionários. A lista é encabeçada pelo Pará, com 2.643 novas contratações. Em segundo lugar surge o Maranhão (2.121). Bem diferente de estados como São Paulo (-38.109), Rio de Janeiro (-19.457), Rio Grande do Sul (-17.818) e Minas Gerais (-16.712). Pesou a favor de Mato Grosso o desempenho da agropecuária, que em julho contratou 2.934 trabalhadores. Quantidade suficiente para reverter o mau desempenho na indústria de transformação (-15.89) e comércio (-830). As 770 vagas novas no mercado de emprego mato-grossense transformaram o julho de 2015 no pior julho em dez anos. Em 2005, houve 1.482 demissões a mais que contratações. Depois disso, os números sempre foram positivos, com saldos superiores a 1,8 mil vagas abertas. Se a situação de Mato Grosso poderia ser melhor, a do restante do país é dramática. Em julho, o Brasil fechou 157.905 vagas formais de trabalho. Trata-se do pior número para o mês desde o início da série histórica, em 1992. O número veio maior do que a média das expectativas dos analistas, de fechamento de 112 mil empregos. Em junho, haviam sido encerrados 111.199 postos com carteira assinada, na série sem ajustes. A indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de vagas formais de trabalho fechadas em julho. No mês passado, o saldo do setor ficou negativo em 64.312 postos. O número é resultado de 216.294 admissões e 280.561 desligamentos no período e representa o pior dado para o mês da série histórica. O setor de serviços foi o segundo que mais fechou vagas no mês passado, com saldo negativo de 58.010, seguido do comércio, com menos 34.545 vagas, e da construção civil, que fechou 21.996 postos formais de trabalho. A administração pública fechou o mês com menos 2.001 vagas. O resultado de 157.905 vagas fechadas no país só não foi pior, porque a agricultura registrou um saldo positivo de 24.465 novas vagas. O setor extrativo mineral apresentou relativa estabilidade, com menos 795 postos em julho. Com o resultado de julho, o número de trabalhadores com carteira assinada no Brasil também recuou. No fim de julho de 2014, 41,49 milhões de pessoas tinham emprego formal no país, contra 40,71 milhões no mês passado. (Com agências)