NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 20 de Março de 2009, 20h:53

PREÇOS

Petrobras já está repondo perdas

KELLY LIMA
Da Agência Estado – Rio
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, admitiu ontem que a companhia está repondo perdas ocorridas nos anos anteriores, quando não repassou altas consecutivas do petróleo para os preços internos da gasolina e do diesel. Ele lembrou que os preços dos dois combustíveis ficaram estáveis desde setembro de 2005 até maio de 2008, apesar de o barril ter subido neste período. Mesmo depois do reajuste de 10% em média nos valores do diesel e da gasolina em maio do ano passado, quando o petróleo subiu a US$ 147,00, lembrou, também não houve repasse. "Por vez nós perdemos, por vezes nós ganhamos. Quando a Petrobras mantém os preços mais baixos é conveniente e ninguém reclama. Mas se a situação é inversa começa a chiadeira", comentou, lembrando que no ano passado a alta da gasolina sequer chegou ao consumidor, porque houve uma compensação no valor cobrado pela Cide. Ele afirmou que tão logo seja concluída esta reposição de perdas no caixa, os reajustes necessários serão repassados tanto para a gasolina quanto para o diesel. Costa não quis revelar o valor destas perdas e nem o prazo necessário para repô-las. "Pode ser que seja no mês que vem, mais pra frente. Não sei dizer. Espero que não seja muito no longo prazo e acho que não vai ser", disse. Ele ainda completou informando que em fevereiro, quando o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, afirmou que dentro de três ou quatro meses poderia haver um ajuste para baixo nos preços dos dois combustíveis, "o mercado era outro". "De ontem para hoje o preço internacional do barril subiu 8%, ultrapassou os US$ 50,00, depois de ter ficado um tempo na casa dos US$ 40,00 e atingido a US$ 37,00 no final do ano passado. Já pensou se a Petrobras repassasse a todo instante esta volatilidade?", disse, comentando que a estatal vai manter sua política de evitar que esta volatilidade chegue aos preços internos. "Parte da sociedade acha errado, outra parte entende. Mas o fato é que isso não vai mudar". Costa também frisou que a decisão sobre os preços é "única e exclusivamente" feita pela empresa. Indagado se o governo teve qualquer indicação sobre a manutenção dos preços, ele negou. "É uma decisão da companhia, baseada nos seus próprios números", disse.

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL