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ECONOMIA
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011, 18h:59

Perspectivas seguem desanimadoras ao segmento

A produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil caiu na safra atual pela primeira vez em quase uma década, como resultado de condições climáticas adversas e baixo investimento nos canaviais, que estão velhos. Há necessidade de renovação dos campos e de maior investimento em tecnologia, assim como ampliação da área de cultivo. Mato Grosso, por exemplo, precisa renovar com urgência, cerca de 30% dos 200 mil hectares ocupados com a cana-de-acúçar para suprir demandas domésticas e manter a atividade financeiramente rentável. Além disso, o ganho em produção e produtividade deverá ser acompanhado de melhorias técnicas nas usinas e da manutenção dos atuais canaviais. O custo desta necessidade está orçado em cerca de R$ 1 bilhão e os investimentos já deveriam estar em andamento para garantir uma boa safra no próximo ano. No entanto, o segmento mato-grossense se diz descapitalizado para uma ação neste vulto, seriam 60 mil hectares, e teme que não haja mais tempo de preparar a safra de 2013, cujo plantio tem de ser realizado já no início do próximo ano. Como resultado do desempenho das lavouras, a produção total de etanol do Centro-Sul até o início de dezembro, com a safra praticamente encerrada, ficou em 20,38 bilhões de litros, 17,7% menor que na temporada passada. Isso fez com que os preços do etanol subissem e o combustível deixou de ser competitivo frente à gasolina, cujo consumo registrou forte aumento. PROBLEMAS - Além da necessidade de maior produção para satisfazer a crescente demanda local por combustíveis, o governo federal e a indústria olham para a abertura do mercado externo para o produto. A taxa de 54 centavos de dólar por galão sobre o etanol que os Estados Unidos importam vai acabar em 31 de dezembro, após o Congresso dos EUA ter entrado em recesso sem apreciar pedidos de parlamentares para renovar a tarifa. (Colaborou Marianna Peres)

Edição EDIÇÃO 16962




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