ECONOMIA
Quinta-feira, 04 de Março de 2010, 21h:47
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ARANTES - II
Para Acrimat, credibilidade brasileira se reforça
As irregularidades constatadas pelo Mapa em partidas destinadas à União Europeia, na unidade de Pontes e Lacerda do frigorífico Arantes, não deverão trazer ônus à imagem nacional e nem estadual. Pelo menos este é o ponto de vista da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que está acompanhando o caso. Apesar de o problema ter sido apurado em um elo que não compete à associação, o vice-presidente José João Bernardes explica que as irregularidades foram observadas porque o governo brasileiro está ratificando o compromisso assumido diante da comunidade internacional e atuando junto à cadeia produtiva da carne. O Mapa está fiscalizando e cobrando o cumprimento do que está acordado com a União Europeia. O Brasil identificou o problema, está punindo e, o principal, se antecipando ao informar as irregularidades às autoridades daquele bloco. O que fica de maior lição para Bernardes neste episódio é que o Brasil não compactua com irregularidades na cadeia e todas as medidas adotadas pelo Ministério conferem maior credibilidade, ao dar transparência ao trabalho desenvolvido no Estado. Se há fiscalização que detecta problemas e se há correção de falhas, fica provado que o Brasil está preparado para atender mercados exigentes como o europeu, porque o processo produtivo da cadeia da carne está consolidado no Estado. Defendendo a entidade a qual representa, Bernardes desabafa: O produtor rural está sempre sendo chamado para atuar de forma correta como estamos fazendo e o fazer correto deve ser prioridade também, nos elos da cadeia que extrapolam os limites da nossa porteira. ABATES Segundo censo do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT), Pontes e Lacerda tem um rebanho de pouco mais de 550 mil cabeças bovinas, o que lhe confere o sexto lugar no ranking estadual em plantel. Considerando as onze cidades que junto com Pontes e Lacerda formam a regional de Pontes de Lacerda, o rebanho total ultrapassa 2,58 milhões de cabeças, o que corresponde a quase 10% do rebanho mato-grossense, atualmente com mais de 27 milhões de animais. Mesmo com esse potencial a região, já prejudicada pela desativação de outros frigoríficos que também estão com pedido de recuperação judicial, passa a contar com menos uma planta para abate de bovinos. Como destaca Bernardes, em Pontes e Lacerda, a unidade do Arantes era a única em atividade, e para o segmento isso significa que o boi terá de viajar mais, o frete vai encarecer ainda mais e, no fim, o pecuarista receberá menos por cada arroba comercializada. (MP)