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ECONOMIA
Quarta-feira, 05 de Setembro de 2012, 21h:42

MORATÓRIA DA SOJA

Para Abiove, dados comprovam que soja não induz a desmate

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou ontem os resultados do 5º ano do monitoramento do plantio de soja no bioma Amazônia. O relatório, como destacam Bernardo Rudorff, coordenador técnico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlo Lovatelli, presidente da Abiove e Izabel Cecarelli, diretora da Geoambiente, revela mais uma vez que a soja não é um vetor relevante no desflorestamento do bioma Amazônia. A partir do monitoramento com o uso de imagens de satélites dos desflorestamentos realizados desde o início da Moratória da Soja, em 2006, para detecção de possível cultivo de soja e posterior validação por meio de sobrevoo, identificou-se a presença de soja em 18.410 hectares (ha) desflorestados. No período avaliado (2006-2011), foram desflorestados 4,51 milhões de ha em todo o bioma Amazônia, dos quais 3,47 milhões de ha (77%) se encontram nos três estados monitorados – Mato Grosso, Pará e Rondônia. Os 58 municípios monitorados são bem representativos, pois respondem por 98% da área plantada com soja no bioma Amazônia. De acordo com o relatório, a área de soja corresponde a 0,41% de todo o desflorestamento, ou 0,53% do total aberto nos três estados produtores de soja. A Moratória da Soja completou cinco anos. As indústrias e os exportadores associados à Abiove e à Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) cumpriram por mais um ano o compromisso de não adquirir soja oriunda de áreas desflorestadas no bioma Amazônia. As empresas participantes da Moratória são auditadas anualmente sob a supervisão das organizações da sociedade civil para comprovarem que honraram o compromisso.

Edição EDIÇÃO 16967




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