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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014, 20h:51

ENERGIA

ONS prevê menos chuvas no mês

O Operador Nacional do Sistema (ONS) revisou negativamente sua expectativa de chuvas para o mês de outubro, quando o setor elétrico esperava que um volume maior de águas fosse dar fôlego aos reservatórios. Segundo documento publicado na última sexta-feira, a quantidade de chuvas esperada para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, em relação à média histórica, passou de 89%, previsto no início do mês, para 67%. No Nordeste, região mais crítica, a expectativa de chuvas passou de 47% para 38% da média histórica. Essas são as duas regiões onde os reservatórios se encontram em níveis mais baixos. No Sudeste e Centro-Oeste, os reservatórios estão em 22,1% de sua capacidade máxima. Já no Nordeste, eles estão em 18,4%. Segundo Silvio Areco, da consultoria Andrade e Canellas, a revisão da previsão das chuvas é frustrante para o setor elétrico. "Esperava-se que na segunda quinzena de outubro um volume maior de chuvas poderia indicar um bom período chuvoso. Mas não é isso o que deve acontecer", diz. DEMANDA - Outro problema enfrentado pelo ONS é o crescimento da demanda de energia com as altas temperaturas vistas na última semana. O órgão indicava, no início do mês, que o crescimento da carga seria de 1,3% em outubro deste ano ante o mesmo período de 2013. No entanto, a expectativa de crescimento da demanda subiu para 2,4% sob a mesma base de comparação. Os novos cálculos levaram o preço do mercado de curto prazo (o preço de liquidação das diferenças --PLD) a atingir o teto permitido em lei, de R$ 822,83 por MWh. Desde abril a média nacional do PLD não chegava a esse patamar. A permanência do PLD em níveis elevados levou o governo a propor a alterar os limites permitidos para a variação desse preço. Atualmente, esses valores variam de R$ 15,62 a R$ 822,83. Pela proposta da agência, eles ficariam entre R$ 30,26 e R$ 388. A redução do teto seria de 53%.

Edição EDIÇÃO 16968




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