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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 19 de Abril de 2008, 14h:03

Ocupados reclamam da baixa remuneração

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Mato Grosso, Círio Nunes da Silva, confirma que há carência de mão-de-obra para atender à demanda das empresas, mas aponta a baixa remuneração dos trabalhadores do setor como um dos fatores de desestímulo à profissão. “Realmente, os valores ofertados pelas construtoras aos profissionais de Mato Grosso são bem inferiores aos que são oferecidos nas grandes capitais”. Ele diz que os salários pagos aos trabalhadores mais experientes não são atrativos. “Para se ter uma idéia, o salário do pedreiro, carpinteiro e armador é de apenas R$ 554,40”. O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado (Sinduscon/MT), Luís Carlos Fernandes Richter, rebate a informação, garantindo que na média os salários atuais variam entre R$ 600 a 700. “Um pedreiro de acabamento pode ganhar até R$ 1,5 mil. São salários acima da média para pedreiro de acabamento", diz Fernandes. Segundo ele, além do salário “o trabalhador tem sido beneficiado também com assistência médico-odontológica, vale transporte e alimentação”. A construção civil emprega atualmente cerca de 5 mil trabalhadores em Mato Grosso. “Nunca o setor esteve tão aquecido como agora”, afirma Círio Nunes, acrescentando que o mercado de mão-de-obra não está conseguindo acompanhar o boom de crescimento no Estado. De acordo com Nunes, com o crescimento do mercado imobiliário na região, trabalhadores com experiência estão saindo de outros estados e vindo para Mato Grosso em busca de trabalho. “Mesmo assim não conseguimos atender ao grande volume de obras. Faltam trabalhadores qualificados”, explica.(MM)

Edição EDIÇÃO 16964




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