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ECONOMIA
Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 21h:07

Ocupação de área de soja aumentou

Como explica o presidente licenciado do Sindicato Rural de Sinop (município a 503 quilômetros ao norte de Cuiabá), Antônio Galvan, a área destinada à safrinha com o milho ampliou neste ciclo na região norte. Sem dimensionar este avanço, o produtor explica que independentemente de mercado ao grão, a expansão faz parte da rotação da atividade agrícola e que essa ocupação – que deve ser ampliada no próximo ano – se dá por meio da maior utilização de área até então destinada à soja. “É bom deixar claro que o milho avança sobre áreas de soja e não sobre novas áreas, ou seja, sobre áreas abertas. O milho não se desenvolve sobre área nova”, enfatiza. Com relação à expansão do milho safrinha, apesar dos preços e de um mercado que não oferece muitas opções ao produtor – como as exportações, inviabilizadas pela falta de logística – o grão cresceu em função do plantio precoce da soja na temporada 09/10. “O milho é a opção que o produtor tem em não deixar a terra descoberta entre uma safra de soja e outra, e o milho, de uma forma ou de outra, acaba servindo como produto de troca para se adquirir parte dos insumos da soja”. Galvan explica ainda que a função do milho na lavoura vem sendo observada de perto e vai, atualmente, além da simples rotação de uma leguminosa por gramínea. “Estamos observando que o milho ajuda no combate às doenças da soja e isso poderá ampliar ainda mais a preferência do grão no Estado. “Não é apenas o mercado que dita a nossa preferência”. Nesta safra de soja, por exemplo, o produtor diz que as áreas que receberam o milho safrinha em 2009 não registram – ou em menor caso – o que ficou conhecido como a “soja louca”. Esta soja se caracteriza por plantas que nasceram, cresceram de normal aparentemente normal, mas, no entanto, não produziram vagem ou que não atingiram o ponto de amadurecimento. “Como houve um desequilíbrio funcional, como a maturação comprometida, ficou conhecida pelos produtores como soja louca”, brinca Galvan. Ainda sobre a doença, ele conta que apesar de crescimento praticamente uniforme em relação às plantas sadias, um olhar mais atento detectava o problema por meio da constatação de coloração diferenciada e do enrugamento das plantas, por volta do 70° dia após o plantio. “O pé de soja é verdinho e com folhas lisas”. Diante destas constatações, o produtor crê na expansão do milho como um natural combatente às doenças da soja. (MP)

Edição EDIÇÃO 16962




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