Ministro da Agricultura e Pecuária, o mato-grossense Carlos Fávaro tem sorte até extraterritorial.
A pneumonia que retardará a viagem do presidente Lula ao país dos mandarins prova essa afirmação.
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À frente de uma representativa delegação dos mais diversos elos da cadeia do agronegócio, Fávaro será a voz do Brasil na retomada, ampliação e criação de novos nichos de mercado, que resumidamente podem ser classificados como o verdadeiro negócio da China para a economia brasileira, e de modo especial para a mato-grossense.
Fávaro enxerga, além da linha do sonho e da ambição.
Com sua tacada chinesa, terá a economia rural mato-grossense aos seus pés, exemplificando com Nova Ubiratã, Sapezal, Canarana, Alto Taquari, Comodoro, Diamantino e por onde mais se possa imaginar que haja cultivo de soja, milho e algodão, e pecuária bovina, suína e avícola em Mato Grosso.
De olho na missão, mas sem fechar as pálpebras para a política, Fávaro leva em sua delegação o veterinário Décio Coutinho, ex-presidente do Indea e agora dirigindo a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA); Nelson Catarino Croda Machado, da Aprosmat; Itamar Antônio Canossa, da Ecoplan; e dois sobrenomes famosos: Scheffer e Sachetti – Kleverson Sachetti, filho de Eraí Maggi Scheffer, e Tarcísio Sachetti, que é um dos irmãos Sachetti pioneiros no algodão em Mato Grosso, além é claro, dos irmãos Batista: Joesley e Wesley.
No regresso, Fávaro trará um calhamaço de contratos de exportação de commodities, o que é de se esperar, afinal no país Xi Jinping há dois bilhões e oitocentos milhões de olhinhos puxados à espera da colheita e do abate feitos por mato-grossenses.
O efeito da viagem será tão grande quanto a delegação e o país visitado.
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza; o vereador por Água Boa, Ari Zandoná; o vice-prefeito de Rondonópolis, Aylon Arruda; o deputado estadual Valmir Moretto; o presidente do Sindicato Rural de Terra Nova do Norte, José Almir da Silva; e Mato Grosso inteiro comemorarão o escancaramento das portas para maior volume exportado de commodities agrícolas.
Nem mesmo o ranço entre bolsonaristas e lulistas ofuscará a liderança de Fávaro.
Para ele, aqui será o paraíso.
Na outra ponta, também há comemoração, pois não existe comunista mais capitalista do que o chinês, nem capitalista mais comunista do que na China, onde o verdadeiro regime é ganhar dinheiro com qualidade de vida a partir da boa alimentação.
A China cai no colo de Fávaro, onde já estiveram antes um mandato de vice-governador e outro de senador nomeado ou biônico, o que não vem ao caso agora, quando se fala de balança comercial com a economia nacional estrangulada pela taxa de juros e o mundo sentindo os efeitos da invasão russa à Ucrânia.
Fávaro voa em céu de brigadeiro para a Ásia.
Vai mais leve, com discurso comercial sem preocupação de falar sobre meio ambiente, pois esse assunto não interessa aos seus interlocutores – que Marina Silva cuide disso junto aos sisudos dinamarqueses, suecos, ingleses, alemães e americanos.
Agora, é tempo de dar asas ao agro, pois 2026 está logo ali atrás da porta que dá acesso ao Palácio Paiaguás, onde ele foi o número Dois.




